ASPECTOS PSICOLÓGICOS LIGADOS À HIPERTENSÃO

PorGelson Daniel

ASPECTOS PSICOLÓGICOS LIGADOS À HIPERTENSÃO

 

ASPECTOS PSICOLÓGICOS LIGADOS À HIPERTENSÃO

Por: Faué Marcos – Liana Alfonseca – Yolanda Samuhona

 O dia Mundial da Hipertensão é um excelente momento de reflexão sobre o estilo de vida adoptado por cada um de nós. É fundamental que se perceba que todo esforço físico que se faça exige um aumento da pressão arterial, isto é perceptível quando subimos escadas, quando temos uma conversa mais calorosa com outras pessoas, quando dançamos, saltamos ou nos movimentados de maneira brusca. Mas é na presença de valores constantemente elevados da pressão arterial que deveríamos estar em situação de alerta.

Mas será que temos adoptados comportamentos preventivos? Ou será que temos o hábito de medir a pressão arterial? E qual seria a relação entre a Psicologia e a Hipertensão?

  • Como compreender a Hipertensão?

Nosso organismo tem a capacidade de buscar o equilíbrio quer em relação o seu ambiente interno, quer em relação ao ambiente externo (homeostasia), ou seja, ele, por si só, tende a regular o nível de pressão possibilitanto um estado de pressão arterial mais baixo quando se encontra em repouso e o oposto quando a pessoa realiza uma actividade desportiva, por exemplo.

A contração (sístole) do coração permite que o sangue seja bombeado e que este circule através das artérias em todo o corpo. Este fenómeno aumenta a pressão sanguínea nas artérias. Quando o coração relaxa e dilata (diástole) de modo a receber o sangue venoso, ocorre a diminuição da pressão do sangue nas artérias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o indivíduo encontra-se frente à hipertensão quando o valor sistólico for superior à 160 mmHg e diastólico superior à 95 mmHg.

  • Causas, Sintomas e Diagnóstico

Algumas das causas estão ligadas a questões do metabolismo e outras a doenças como diabetes e doenças renais. Entretanto, comportamentos de risco podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão, tais como:

  • Sedentarismo,
  • Consumo excessivo de substâncias que contenham álcool e nicotina,
  • Hábitos alimentares em que há o excesso de sal,
  • Dificuldades na gestão do stress,
  • Constância de um estado de alerta biopsicológica do organismo (pessoas com problemas de ansiedade).

Quanto ao diagnóstico, de modo geral ele surge através de exames médicos. Entretanto, seria importante o monitoramento ambulatório da pressão arterial (MAPA), onde o paciente, em contexto domiciliar e com ajuda de um aparelho de medição da pressão, fá-lo-ia de tempos em tempos. Está acção diminuiria as dúvidas que possam surgir quando a medição é feita no contexto hospitalar, ou na presença de um médico, pois, essas situações por si só são passíveis de aumentar a pressão arterial do indivíduo devido a carga de ansiedade que pode acompanhar o paciente durante a consulta.

Quanto aos sintomas, podemos citar:

  • Dores de cabeça,
  • Tonturas,
  • Palpitações cardíacas,
  • Valores constantemente elevados da pressão arterial, dentre outros sintomas.

  • Aspectos Psicológicos Ligados à Hipertensão

O histórico familiar, no caso da Hipertensão, pode ser considerado como um factor de risco. Mas o comportamento do indivíduo pode ser determinante para a sua prevenção ou desenvolvimento a níveis nocivos para o organismo.

São sublinhados:

  • Hábitos alimentares com o consumo excessivo de gorduras e sal,
  • Uma vida onde a prática de exercícios físicos é escassa ou inexistente,
  • O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do cigarro (nicotina),
  • A dificuldade em gerir o stress causado pela rotina diária, pelas relações humanas constantemente conflituosas,
  • A dificuldade em desenvolver uma atitude resiliente frente aos desafios da vida,
  • Dificuldade em se adaptar às mudanças,
  • Ausência de suporte ou apoio emociol.

O estilo de vida da pessoa que de alguma forma coloca o organismo num estado de alerta constante, pode levar a um aumento frequente da pressão arterial.

Para os doentes, a relação médico-paciente pode ajudar na adesão do paciente ao tratamento e na diminuição do nível de “Negação” em que muitos vivem quando têm comportamentos de riscos por falta de aceitação do seu estado de saúde.

O profissional de saúde que goza de uma certa influência sobre o doente deverá fazer um diagnóstico preciso sobre o estilo de vida do paciente, seguido de recomendações claras para mudanças comportamentais significativas, de modo a diminuir os riscos de vida que advêm da não prática das recomendações médicas.

Em alguns casos, o acompanhamento psicológico seria de grande valia para o paciente e também para a família de modo a encontrarem melhores mecanismos de enfrentamento e de adaptação à doença e ao tratamento, pois, as mudanças que o paciente precisa fazer afectam directamente o seu ciclo familiar.

Para Vida a Mente é Nosso Foco

 

Sobre o autor

Gelson Daniel editor

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