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PorGelson Daniel

O Distanciamento Social e as Famílias – Por: Psic. Abiude Mainsel

O Distanciamento Social e às Famílias

 Por: Psic. Abiude Mainsel

Distanciamento Social

Trata-se de um conjunto de medidas adotadas em tempos de distanciamento social, tendo em conta a fase que delicada que o mundo se encontra com essa pandemia do COVD-19.
Famílias: O distanciamento social pode afetar a saúde, expondo os indivíduos em situações de estresse, de ansiedade, e depressão.
O distanciamento social não é bem recebido no seio das famílias, uma vez que afeta a Economia do País, e da família em si.
É importante, que durante o período de distanciamento social as famílias mantenham-se activas e cuidem de sua saúde Mental.

A preocupação de muitas famílias em relação ao distanciamento social, surge em relação ao pensamentos como exemplo: Quando vai terminar esse de distanciamento?
Como vou sustentar a minha família nesse período de distanciamento social?
Dicas as famílias, * se para tornarem sólidas* durante esse período de distanciamento social:
Evite isolar-se, como é custome de algumas pessoas, adolescentes, principalmente! que preferem passar a maior parte do seu tempo no quarto e nas redes sociais, procure passar esse período com sua família e em comunhão familiar Ajudara na redução de estresse, a manter a saúde física e mental de todos no vejo familiar

Aproveitem o momento façam comidas deliciosas como se cada dia fosse uma data super especial, cuidem da organização da casa em família, façam uma lista das actividades do lar onde todos os membros da família estão incluídos, inclusive as crianças, cada função de acordo a idade, isso também pode servir de diversão pra família! Aproveitem o momento pra se divertir, ouçam músicas, façam um plano de exercício físico ou vejam um filme educativo, tirar o tempo pra revisar com seus filhos as matérias escolares, incentive o hábito de leitura aos seus filhos, existem cursos online pela internet também é uma boa opção nessa fase, ensine também seus filhos a cozinhar, orar, cantar, criar e brincar.

Esforça-te para diminuir os conflitos e estresse no lar durante essa fase, visto que nesta fase não é possível ter empregados domésticos, neste caso as actividades do lar ficam a cargo da família. Muitos Pais não conhecem bem os seus filhos aproveitem esse tempo do Distanciamento social, para conhece-los e educa-los melhor, saber qual é a sua cor favorita, músicas ,filmes, desenhos animados preferidos, procure obter a confiança e amizade com os seus filhos nessa fase.

Aproveitem para brincar com seus filhos, e saber o que eles pensam e sentem! Ajudá-los a moldar o seu caráter e escolhas, converse com os seus filhos regularmente *, *para que ele saiba que os pais se preocupam e arranjam formas de estar presentes em suas vidas, vai ajudar na formação da personalidade dos vossos filhos.

Aos pais:

Este Distanciamento vem dar-vos uma grande lição!
Os filhos, passam maior parte do seu tempo nas creches, babás, escolas, ATL.
Alguns pais e filhos só se veem no período da noite, e alguns pais nem chegam a ver seus seus filhos acordados, e seus filhos não chegam a ver seus pais chegaram em casa, por causa da correria do dia dia e do trabalho,é fundamental que haja condições materiais, físicas, psicológica e emocionais, para criar uma criança.

Pais lembrem-se que as crianças nessa fase ficam mais sensíveis, por não estarem acostumadas a nova realidade do distanciamento social, por isso é normal que nesta fase elas chorem de vez em quanto e com frequência, têm birras, partem coisas, porque estão acostumadas a outra rotina diária onde podem se exprimir melhor

Cuidem dos vossos filhos e digam a eles o quanto amam eles

Aos casais:

Muitos casais estão juntos a tantos anos, mas não tem intimidade, e passam muito tempo longe um do outro, por causa do trabalho e actividades do dia-a-dia.
Sugestão: Aproveitem essa fase para reforçar a vossa intimidade,aproveitem o momento pra conversar bastante, rever e fazer planos futuros, *façam uma análise de como está a educação dos vossos filhos, façam um programa de cinema em casa à dois,* façam pipocas, e ponham as crianças pra dormir mas cedo.*

Façam uma lista de actividades:

Façam uma análise da vossa relação, e das mudanças que podem ser feitas pra melhorar a vossa relação, partilhar as actividades da casa, também vai ajudar a reforçar os laços entre si! Não deixar que as actividades e o cuidado com as crianças, fique somente a cargo da esposa mostra verdadeiro amor, respeito e consideração pela esposa focando-se nestas coisas, vai ajuda-lhe a manter-se longe de pensamentos e ideias negativas, este é o momento de aproveitar e meditar em coisas espirituais isso vai lhe ajudar muito nessa fase , aproveitem também esse tempo pra reflexões, pra construção de novas ideias e objetivos futuros, Aproveitem esse período de Distanciamento social, cuidem-se, respeitem-se, amem-se, uns aos outros!

Dinheiro é fundamental, mas não compra tudo!

A sua família e a sua saúde, são os bens mais precisos que existem, portanto cuide dela!

Por: Psic. Abiude Mainsel

 

 

PorGelson Daniel

Proxêmica: como se comunicar com o espaço em tempos de COVID-19

Proxêmica: como se comunicar com o espaço

RESUMO: O termo proxêmica (proxemics, em inglês) foi criado pelo antropólogo Edward T. Hall em 1963 para descrever o espaço pessoal de indivíduos num meio social. É exemplo de proxêmica o fato de que um indivíduo que encontra um banco de praça já ocupado por outra pessoa numa das extremidades tende a sentar-se na extremidade oposta, preservando um espaço entre os dois indivíduos.

Hall demonstrou que a distância social entre os indivíduos pode ser relacionada com a distância física. Nesse sentido, menciona quatro tipos de distância:

distância íntima: para abraçar, tocar ou sussurrar (15-45 cm);
distância pessoal: para interação com amigos próximos (45–120 cm);
distância social: para interação entre conhecidos (1,2-3,5 m); e
distância pública: para falar em público (acima de 3,5 m).

Hall indicou que diferentes culturas mantêm diferentes padrões de espaço pessoal. Nas culturas latinas, por exemplo, aquelas distâncias relativas são menores e as pessoas não se sentem desconfortáveis quanto estão próximas das outras; nas culturas nórdicas, ocorre o oposto.

As distâncias pessoais também podem variar em função da situação social, do gênero e de preferências individuais.

Proxêmica é o estudo das relações de proximidade e distância entre pessoas e objetos durante as interações.

Estuda a distância que as pessoas mantêm quando interagem e a presença ou ausência de contato físico. De tudo isso, a proxemia estabelece as distâncias emocionais que ocorrem entre as pessoas que interagem.

A proxêmica nos ensina que falar com uma pessoa à sua frente pode parecer normal, mas em algumas culturas, a posição mais aceita é ter um ângulo de 90 graus. O mesmo acontece com o cumprimento de beijos ou aperto de mão. Essas práticas que os brasileiros executam no seu dia a dia são consideradas muito intensas em outras culturas, como a nipônica. Eles preferem evitar o contato físico e se cumprimentam com um aceno de cabeça.

O contato na proxêmica

Cada cultura estabelece diferentes tipos de contato. Existem culturas em que o contato físico não é permitido em público, enquanto em outras ele ocorre frequentemente. Essas diferenças culturais levaram a uma distinção entre culturas de alto e baixo contato. As culturas de contato elevado são aquelas em que as distâncias entre as pessoas tendem a ser menores. Em contraste, em culturas com baixo contato o espaço entre pessoas que interagem é muito maior.

Essas diferenças culturais não aparecem apenas no contato, mas também estão presentes no espaço. A distância entre as pessoas e a configuração do ambiente indicam que a distância é considerada aceitável. Os espaços que diferentes culturas usam podem ser divididos em três: o espaço fixo, o semi-fixo e o pessoal ou informal.

O espaço na proxêmica

Os espaços fixos são as estruturas imóveis que marcam a distância. Os mais reconhecidos são as fronteiras entre países, mas também as disposições que as casas têm; a estrutura das famílias; os edifícios; a composição das cidades; ou as árvores que podemos encontrar dentro de uma cidade. Todos esses aspectos determinam, em parte, as distâncias que mantemos com outras pessoas.

“Cerca de trinta polegadas do meu nariz é a borda da minha pessoa, e todo o ar intacto no meio é o meu território herdado privado. Desconhecido, a menos que com olhos íntimos eu faça sinais fraternos. Tome cuidado, não se aproxime: não tenho canhão, mas eu cuspo”.
-Wystan Hugh Aude

O espaço semi-fixo é aquele em que os objetos não limitam o movimento, pois podem ser movidos. Uma porta pode ser aberta ou fechada. Existem dois tipos de espaços semi-fixos. Os sociófugos são aqueles que fazem com que as pessoas estejam em movimento pois algo as incomoda, como cadeiras ou modificações do lugar das coisas no supermercado, de modo que seja preciso procurá-las. Por outro lado, os sociopetos são aqueles que incitam conversas ou interações. Como, por exemplo, os assentos usados ​​por terapeutas ou mesas redondas que favorecem a conversa.

Finalmente, o espaço pessoal ou informal é aquele em torno do nosso corpo. Enquanto as culturas nórdicas tendem a ser distantes, as mediterrâneas, latinas e tropicais são muito próximas. Elas usam mais o contato físico e as distâncias entre as pessoas são muito curtas.

 

A distância na proxêmica

O espaço pessoal dá lugar à distância que ocorre entre pessoas em diferentes interações. A distância que mantemos de outras pessoas dependerá, além da nossa cultura, do relacionamento que temos. Com isso em mente, surgem quatro tipos de distâncias:

Distância íntima. Essa distância ocorre em relacionamentos íntimos, apaixonados, mas também com familiares e amigos íntimos, embora com estes últimos a distância ocorra de forma mais distante. A distância íntima é uma invasão do espaço pessoal, portanto, nem todos a aceitam.
Distância pessoal. O contato com essa distância é dado sem invadir o espaço pessoal. É usado com pessoas próximas, com pessoas que conhecemos quando conversamos com alguém. Embora varie entre culturas, esse espaço geralmente é a distância de um braço.
Distância social. É a distância que mantemos com estranhos. Nós a usamos com pessoas sem um relacionamento de amizade, com as quais não há proximidade emocional, quando estamos encontrando uma pessoa ou em reuniões de trabalho.
Distância pública. Esta é uma distância de mais de 3,5 metros. É a distância ideal para se dirigir a um grupo de pessoas. A distância exige que o tom de voz seja mais alto e nós o usamos em palestras e conversas.
Embora existam muitos fatores envolvidos, a proxêmica é muitas vezes similar nas interações que temos no nosso dia a dia. As distâncias e os contatos que temos com outras pessoas serão diferenciados pela proximidade emocional que temos com elas. Mesmo assim, o uso do espaço também irá influenciar, colocando impedimentos ou favorecendo a proximidade.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_prox%C3%AAmica

PorGelson Daniel

Já me sinto bem e não preciso mais de ir à Psicoterapia (Discurso de um deprimido após uma semana de bem estar)

“Já me sinto bem e não preciso mais de ir à Psicoterapia…”

Discurso de um deprimido após uma semana de bem estar… Por: Psic.  Kelson Texeira

 

 

Quando e quem termina o processo de Psicoterapia?
Existem consequências quando se abandona o processo de Psicoterapia?

A psicoterapia é um processo no qual um indivíduo busca um tratamento com o psicólogo para as questões psicológicas como as emoções e os sentimentos , e em muitos casos para questões profissionais e espirituais, porém, nem sempre os finais de tratamento implicam êxito.

Existem vários motivos que podem levar um indivíduo a procurar a ajuda de um profissional de saúde mental, porém, é importante realçar que assim como nas doenças orgânicas o paciente precisa ser disciplinado e aplicado no cumprimento da medicação e das recomendações passadas pelo médico.

O término pode acontecer tanto em psicoterapias bem-sucedidas como naquelas que não o foram (DEWALD, 1972), só acho importante realçar que o término “pode ser opção do paciente, do terapeuta ou de ambos, mas pode ser também forçado por situações externas da vida do terapeuta ou do paciente”

O abandono de psicoterapia conforme Lhullier e Nunes (2004, p.44): é “quando o paciente, por decisão unilateral, com ou sem o conhecimento prévio do terapeuta, tendo comparecido a pelo menos uma sessão de terapia, cessa de fazê-lo, definitivamente, independente do motivo que o levou a isso”.

Lhullier (apud PINHEIRO, 2002) diz que a continuidade ou não de um tratamento está mais relacionada ao tipo de interação terapeuta-paciente do que com a técnica utilizada. De uma forma geral, as pesquisas apontam que a qualidade da aliança estabelecida entre terapeuta-paciente é um fator responsável pelo sucesso de uma psicoterapia.

A interrupção do tratamento ocasiona diversas consequências tanto para o paciente como para o terapeuta e a instituição de atendimento. O abandono psicoterápico traz para todas as partes envolvidas sentimentos de fracasso e ineficácia (BENETTI; CUNHA, 2008).

 

 

Na psicoterapia o sucesso do processo dependerá muito da disciplina e entrega do paciente, pois, é necessário que esse processo seja contínuo, normalmente em função da necessidade e das técnicas em utilização pelo terapeuta, poderá ocorrer diariamente, semanalmente, quinzenalmente ou em outras escalas dependendo da maneira como o profissional conduzirá o processo.

A eficácia do tratamento se dá pela continuidade, pois sem esse fator é difícil criar um vínculo para que as intervenções sejam melhor abordadas e uma progressão gradativa nas tarefas recomendadas, com o agravante da evolução dos sinais e sintomas da patologia, e a possibilidade da imprecisão das tarefas e dinâmicas criadas pelo profissional.

Acho importante afirmar que sentir-se bem nem sempre é sinônimo de estar completamente bem, ou seja, diante de uma doença é normal que depois de algum tempo de tratamento comecemos a nós sentir melhor, o que não significa dizer que, estamos livre da doença e das suas consequências.

Quando a frequência não é de acordo com o combinado pode até ser que o paciente observe alguma melhoria nos sintomas que apresentava, mas podemos comparar essa melhora a uma infecção mal curada, pois foi tratada de forma muito superficial. Se o antibiótico não for tomado conforme a receita, a infecção pode voltar ainda pior.

PorGelson Daniel

O que é Dificuldade de Aprendizagem e como contorná-la?

O que é Dificuldade de Aprendizagem e como contorná-la?

Profissionais da área de educação precisam lidar com alunos que apresentam os mais diversos históricos. Para isso, é importante encontrar metodologias que se encaixem com o perfil de cada um dos estudantes. Entretanto, alguns dos alunos podem apresentar dificuldades de aprendizagem, pela não adaptação aos métodos pedagógicos.

Entenda neste texto o que é a dificuldade de aprendizagem, como identificá-la e como a escola pode lidar com o assunto. Confira!

O que é dificuldade de aprendizagem?

A dificuldade de aprendizagem pode estar relacionada com inúmeros fatores, tais como: a metodologia utilizada, os métodos pedagógicos, o ambiente físico e até mesmo motivos relacionadas com o próprio aluno e seu contexto de vida. O termo se refere a um aluno que possui uma maneira diferente de aprender, devido a um barreira que pode ser cultural, cognitiva ou emocional. Por se tratar de questões psicopedagógicas, as dificuldades de aprendizagem podem ser resolvidas no ambiente escolar.

O que é um distúrbio de aprendizagem?

Os transtornos relacionados ao processo de aprendizagem estão entre as dificuldades de aprendizagem que o aluno pode manifestar, entretanto, correspondem a um padrão muito abaixo da expectativa em relação à capacidade cognitiva esperada para determinada etapa escolar.

Os distúrbios de aprendizagem estão relacionados a problemas que não decorrem de causas educativas. Isso significa que, mesmo após uma mudança na abordagem educacional do professor, o aluno continua apresentando os mesmos sintomas. Isso aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada, que determinará quais são as causas da dificuldade em questão.

Essas dificuldades são pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica, geralmente associadas a algum comprometimento no funcionamento de certas áreas do cérebro. Porém, é arriscado falar somente em uma causa biológica. Frequentemente, alunos que apresentam sintomas relativos a problemas de atenção, ansiedade ou agitação desenvolvem esses problemas por causa de algum conflito pessoal ou familiar — e não unicamente por razões de ordem fisiológica.

Quais são os principais distúrbios de aprendizagem?

Alguns exemplos de transtornos de aprendizagem mais conhecidos são:

  • Dislexia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam, tipicamente, uma dificuldade de leitura. É muito comum, apresentando mais de 2 milhões de casos relatados por ano no Brasil.
  • Disgrafia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam dificuldade na escrita. Isso inclui, principalmente, erros de ortografia, como trocar, omitir, acrescentar ou inverter letras.
  • Discalculia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio são afetados, principalmente, em sua relação com a matemática. Portanto, os sinais envolvem dificuldade em organizar, classificar e realizar operações com números.
  • Dislalia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio demonstram dificuldades na fala. Eles podem ter alterações da formação normal dos órgãos fonadores, dificultando a produção de certos sons da língua.
  • Disortografia: Os alunos que enfrentam esse distúrbio geralmente também são afetados pela dislexia. Ainda que se relacione à linguagem escrita, a disortografia é mais ampla do que a disgrafia. Pode envolver desde a falta de vontade de escrever até a dificuldade em concatenar orações.
  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Os alunos que enfrentam esse distúrbio apresentam baixa concentração, inquietude e impulsividade. Foi constatado que uma das causas do TDAH é genética e que há implicações neurológicas. O TDAH já é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um transtorno legítimo.

Como diagnosticar os distúrbios de aprendizagem?

Antes de lançar qualquer possibilidade de diagnóstico de distúrbio, é preciso que o aluno passe por uma avaliação especializada com profissionais da área de saúde. Essa equipe deve incluir médicos, especialmente neurologistas, além de psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos e até mesmo fonoaudiólogos. Essa é uma medida indispensável, pois a realização de avaliações superficiais tem causado um aumento no número de crianças e adolescentes que são desnecessariamente submetidos a tratamentos medicamentosos.

Qual o papel da escola diante da dificuldade de aprendizagem dos alunos?

Em primeiro lugar, a escola deve compreender que os alunos com dificuldade de aprendizagem não são incapazes de aprender.

Para a identificação de alguma possível dificuldade de aprendizagem, o papel do professor é fundamental. Afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos que o cercam — família, amigos e outros professores. A rotina da escola —realização de tarefas em grupo, simulados e outras atividades — também é muito propícia para identificar queixas dos alunos que podem apontar (ou não) para casos de dificuldade de aprendizagem.

Também é papel da instituição promover maior integração do aluno com o restante da comunidade escolar. Vale a pena reforçar que, se a integração não ocorre, o próprio isolamento pode dar margem a uma queda no desempenho do aluno; não por causa das dificuldades em si, mas devido à desmotivação e frustração com a vida escolar.

Finalmente, também é papel da escola, por meio da figura do professor, adaptar a metodologia de ensino para ajudar o aluno. Não apenas em relação à adoção de práticas ou instrumentos para contornar as dificuldades de aprendizagem. Na realidade, é necessário buscar a dinamicidade e inovação na sala de aula, integrando atividades lúdicas e adotando ferramentas tecnológicas de apoio ao ensino, por exemplo. O objetivo é estimular o aluno, de uma forma despretensiosa, a desafiar sua concepção sobre as próprias limitações.

Conclusão

As dificuldades de aprendizagem são bastante recorrentes na vida escolar. Como forma de contorná-las é importante que toda a equipe trabalhe em conjunto para amenizar tal impasse. Vale ressaltar que quando a dificuldade do aluno está relacionada com algum distúrbio, é fundamental que os profissionais da área da saúde sejam envolvidos.

Outro ponto importante é incluir a família do estudante para que ela participe do processo de ensino-aprendizagem e compreenda quais as dificuldades dos estudantes, a fim de que eles recebam também o apoio familiar. Para facilitar essa comunicação com os pais e responsáveis, é importante que a escola mantenha um relacionamento próximo e aberto com as famílias dos alunos. Preparamos um material para ajudar a melhorar esse relacionamento:

PorGelson Daniel

O PERFIL PSICOLÓGICO e SOCIAL DOS INDIVÍDUOS PERTENCENTES A SEITAS EM ANGOLA

O PERFIL PSICOLÓGICO e SOCIAL DOS INDIVÍDUOS PERTENCENTES A SEITAS EM ANGOLA. Por: Psic. Mário de Lemos

As Seitas abrangem necessidades de identidade social e de pertença, e ainda que nas dinâmicas de segregação religiosa possam ocorrer abusos e manipulações, a questão fundamental reside nas relações de dependência entre seguidores e líderes, que, em casos extremos, podem levar com que haja dependência dessas mesmas seitas.
A imagem que a Maior parte da População tem das seitas e de seus seguidores está muito “impregnada” por distorções cognitivas e estereótipos, com imagens sociais hiperbolizadas, muitas vezes distorcidas, ligadas ao sensacionalismo e interpretações com pendor mais ideológico do que real. As Pessoas usam a Heurística da Ancoragem para analisar a actividade das Seitas, visto que “ancoram” as suas ideias em padrões preconcebidos pelos outros e a partir daí têm dificuldade em se desfazer delas. Para essa visão, contribuíram, com algum peso, os médias, mas também alguns teóricos e “Experts” que têm adoptado posturas com forte influência ideológica e, com muita frequência, maniqueísta (quando só se vê os Lados Bom e o Mau) que, partindo de posturas extremistas, colocam nas Seitas, á responsabilidade de muitos males sociais ou olham para elas, como como vítimas inocentes de algum descontrolo social em termos psicológicos das populações.
É costume olhar com algum cepticismo para os Líderes dessas seitas e olhar para o Perfil das pessoas que estão envolvidas nelas, e a própria natureza do fenômeno sectário, que se centra em necessidades prementes do ponto de vista psicológico e emocional faz com que se agudize a visão da sociedade sobre as Seitas.
O conceito e a definição de seita apontam para uma realidade social complexa e difícil de conceituar.
O Dicionário Integral de Língua portuguesa apresenta que Seita “Doutrina ou sistema que se afasta da crença geral; Conjunto de indivíduos essa doutrina (2012, p. 1339), o que de per si já acarreta alguma carga exclusiva em termos de abordagem social.
Muitas ouvimos termos como “Seitas destrutivas, Seitas ocultas, Seitas desviantes” e outros nomes mas isso surge mais pelo pouco conhecimento que uns têm e pela forma pouco digna com que se comportam alguns dos seus membros. Mas, é preciso não confundir a Beira da Estrada com a Estrada da Beira.
Há, por parte de muitas pessoas que procuram as Seitas, alguma carência afectiva, sofrimento psicológico, falta de perspectivas sociais futuras, “Fome Espiritual”, muitas vezes advinda da fome física ou fisiológica, falta de crença nas entidades terrenas e a nível psicológico, estudos demonstram que as características presentes em indivíduos que aderem as Seitas são: Desconforto psicológico e desadaptacão, insatisfação ou desencanto e atitude de procura, “Fraqueza de Ego” ou rasgos de personalidade de entre os quais se destacam pessoas deprimidas, solitárias e inseguras.
Hoje, e segundo Rodriguez & Odriozola (2009) citado por Paulino & Almeida (2014, p. 413), a Dependência á Seitas já pode ser visto como um comportamento aditivo e deve merecer a devida atenção, pois a vivência da Seita passa a ser o único ponto de vida para a essa pessoa, coarctando a sua Presença social, pelo que pode acarretar vários problemas.
Sob o comportamento aditivo subjaz á necessidade de dependência própria de indivíduos que não se acham capazes de atingir por si próprios aquilo que aspiram e, para tentar ocultar a sua sensação de fracasso e manter uma imagem de si próprios, ou seja o que surge de bom na sua vida é sempre “Graças” ao Líder da Seita e nunca por sua força e o que acontece de mal, é sempre culpa daquilo que o mesmo “Líder” disse ser á causa e nunca por sua pouca entrega ou fraqueza moral.
Os “seitodependentes”(termo criado a propósito por Pepe Rodriguez), bem como os toxicodependentes, chegam a sentir-se incapazes de poderem relacionar -se com a vida quotidiana sem o suporte da dinâmica da qual dependem e, em consequência disso, estão dispostos a qualquer sacrifício e degradação moral, desde que possam continuar a “merecer” da sensação de bem-estar que lhes proporciona o seu comportamento aditivo.
Temos visto, muitos dos nossos irmãos que todas as suas decisões devem passar pelo crivo do Pastor, Bispo e Outros Líderes (a Ecografia tem que ser abençoada pelo “Pastor”, o Certificado que vai para a busca do emprego passa primeiro pelo “Pastor”, á Doença do Filho passa sempre primeiro pelo “Olhar clínico do Pastor” e outros quejandos), o que faz pensar que ele este indivíduo é dependente do Líder Sectário.
Existem 4 Condições básicas para que haja á Captação para as Seitas, e que despoletam o “Momento Certo” e que são:
1 – Ter um perfil de risco (dentro dos BIG FIVE, as pessoas que têm uma maior “ABERTURA”;
2 – Quando o indivíduo atravessa uma determinada crise ou um período de crise (doença, desemprego, falta de marido ou esposa, infertilidade, Alucinações, muitas vezes motivada por aspectos culturais (coitados dos Gatos, kkkk), e se for doloroso e grave e que aumente o stress e a ansiedade do indivíduo, então será mais rápido;
3 – Ser cooptado (contactado ou recrutado) de modo adequado por alguém conhecido ou não mas que vivam o mesmo problema;
4 – Que a mensagem da Seita se enquadre nas necessidades, interesses e mentalidades do indivíduo.
Na ausência dessas condições, a possibilidade do indivíduo ser captado diminuem de forma drástica.
Os factores de predisposição para aderir as Seitas passa por diferentes aspectos: Idade, sistema familiar disfuncional, dificuldades de adaptação social, distorções cognitivas, características de personalidade, busca religiosa e espiritual e desconhecimento da vulnerabilidade de manipulação.
Acompanhando os vários programas que passam pelos nossos canais Nacionais e não só (TPA, TV ZIMBO, Record e outros), fica muito marcado que os perfis dos Líderes apresentam traços de autoritarismo muito exagerado e também o Narcisismo.
Podemos afirmar que não existem um perfil de personalidade que impele os indivíduos para as Seitas mas sim um conjunto de traços psicossociais que potenciam a vulnerabilidade para a adesão as Seitas.
Podemos concluir que as Seitas em si, não são um problema mas as visões pejorativas e pouco aprofundadas do fenômeno que fazem com que haja extremismos.
Mário de Lemos, Psicólogo Criminal aos 11 de Março de 2020, num Bunker qualquer pela Cidade de Luanda.
PorGelson Daniel

Traição via internet

Traição via internet

Porque ultimamente as pessoas estão procurando a internet para trair o companheiro?

A internet oferece a possibilidade de passos bem pequenos, muito mais fáceis de serem trilhados. Antes da internet teria que dar passos muito grandes, talvez frequentar lugares novos, conhecer pessoas, ou mesmo conhecendo uma nova pessoa em atividades sociais havia um grande risco em iniciar algo. Mas com a internet os pequenos passinhos, como por exemplo começar a conversar com desconhecidos que estão em lugares bem longe de sua casa, dão maior segurança para iniciar algo que pouco a pouco vai caminhando para algo muito maior que talvez nem seria imaginado no inicio.

A internet ajuda as pessoas descobrirem a traição mais rápida?

Imagina-se que é possível ser totalmente anônimo na internet, o que esconderia uma traição totalmente, mas pode não ser assim. A internet deixa rastros que podem ser identificados com um pouco mais de conhecimento da área. Mas essa sensação de anonimato oferece a segurança de que nunca ser pego.

Quais são os motivos mais comuns, que leva uma pessoa a trair virtualmente?

São os mesmos que leva uma pessoa a trair não virtualmente. A diferença é que a interne oferece caminhos práticos que podem ser trilhados dentro de sua própria casa, no cômodo ao lado da pessoa que está sendo traída.

O que leva uma pessoa a traição pode ser uma infinidade de fatores, desde a insatisfação com o relacionamento atual como a pura falta de comprometimento com a pessoa com quem está e gosto pela aventura. Cada pessoa terá seu motivo, sua história de vida, seus valores.

Tópicos:

Traição virtual teria o mesmo “peso” que uma traição ao vivo? Alguns consideram que sem o contato físico não existiria traição, mas alguns já consideram que a traição está no sentimento. Quem está correto? Não sei se este seria um caso de identificar quem está certo, mas sim de identificar seu sentimento e sua verdade interna.

Traição no casamento ou amorosa ou conjugal – Quanto maior a estrutura de um casal talvez o impacto da traição seja maior. Acredito que quanto maior os planos e expectativas em relação ao relacionamento maior possa ser a dor da traição. Não existe uma causa única. Cada pessoa tem motivação diferente. Uns traem porque sentem que não deveriam se limitar a poucas experiências. Outros simplesmente consideram que tem esse direito, normalmente os homens são criados assim, já ouvi pessoas acreditando eu a traição faz parte da natureza masculina. Será?

Traição de amigo. Eis uma situação com a qual podemos eventualmente ter de enfrentar. Talvez o mais difícil seja identificar o que seria traição no campo da amizade, uma vez que este conceito possa ter algo de subjetivo. Por exemplo, ir ao cinema com outro amigo e não convida-lo seria traição?

Traição antes do casamento ou de namorado pode ser considerada por alguns como menos impactante devido ao vínculo ainda não ter sido estabelecido por documentos, mas será que emocionalmente o impacto não poderia ser o mesmo? Ser traída justamente no caminho para um relacionamento “definitivo” pode ser uma informação sobre como esta relação está se desenvolvendo. Ser traída justamente inicio do relacionamento, no caminho para um relacionamento “definitivo” pode ser uma informação sobre como esta relação está se desenvolvendo.

Sobrevivendo a traição. Pode ser difícil para algumas pessoas repensarem a si mesmas depois de uma traição. Pensamentos de culpa, raiva e vingança podem prevalecer por um tempo. Mas é importante que a superação seja buscada ativamente.

Reação à traição. É possível que alguma pessoas tenham dúvidas quanto a como devem se portar diante de tal descoberta. Devo deixar passar? Devo afrontar? Fazer igual? O que deve determinar esta reposta seria a verdade e necessidade interna de cada um.

Traição – Casamento não garante fidelidade? Juras de amor também não? Então o que poderia nos dar a certeza de que jamais seríamos traídos? Infelizmente esta resposta ainda está sem resposta, mas o certo é que a cada vez que a vida nos apresenta dificuldades como esta nos resta identificar alguma forma de lidar com ela.

Traição Como perdoar? Como lidar? Não estaria implícito nesta pergunta o desejo, ou tendência, a perdoar? Não existe regras que possam ser aplicadas a todas as pessoas em todas as situações. O perdão, ou não, dever ser decidido conforme seus valores e prioridades. Este momento pode requisitar uma dose extra de força e serenidade. Pode ser interessante avaliar seus valores e prioridades, caso tenha dificuldade em lidar sozinho (a) um psicólogo poderá ajudar. Como agir? Acredito que qualquer um que ouça esta pergunta pode ficar tentado a responder o que ele faria em caso de traição. Mas observe que a situação dele, o relacionamento dele, as valores dele são diferentes de outras pessoas simplesmente porque cada ser humano é único. Seria justo usar dicas alheias?

Como saber que esta sendo traído? Creio que uma das maiores curiosidades, e talvez até desejo, seria a possibilidade saber o que o outro pensa, faz, sente, etc. Na verdade a tarefa de identificar uma traição deve ficar a cargo da sintonia que cada um tem com seu par.

Traição de marido ou esposa. Quanto mais estamos comprometidos em uma relação, e imaginamos que o casamento foi um passo a mais nesse comprometimento mais difícil pode ficar a quebra deste contrato e a forma de lidar com estas adversidades. A esposa talvez sofra menos expectativas de traição do que os maridos? Será? Talvez nossa cultura considere mais significativo quando a mulher trai, mas será que em termos emocionais haveria diferenças?

Traição em família. Contamos com a família para o acolhimento e suporte, talvez esse seja um dor motivos que uma traição possa ser muito dolorosa quando ocorre neste âmbito.

Traição é normal ou falta de amor? Se considerarmos a o termo no sentido estatístico poderíamos dizer que a quantidade de traições que vemos a torna “normal”, mas se considerarmos a possibilidade de sofrimento que pode causar o termo normal talvez não se aplique. Não há como definir de forma geral o que motiva as pessoas a traírem. Cada qual terá seu motivo. Até acredito na possibilidade de haver traição mesmo amando seu par. Mas imagino que quem faça esta pergunta esteja pensando em como reagir à traição quando não se trata de falta de amor. Deveria ter um enfoque diferente?

É traição ou você está enganada? Creio que uma das maiores curiosidades, e talvez até desejo, seria a possibilidade saber o que o outro pensa, faz, sente, etc. Na verdade a tarefa de identificar uma traição deve ficar a cargo da sintonia que cada um tem com seu par.

Traição Gravidez pode ser um período de grandes mudanças, e pode ser difícil ter que encarar mais uma tão arrasadora quanto pode ser uma traição.

Traição Homem ou feminina. A traição do homem pode ser vista, socialmente, como menos importância do que a feminina. Talvez a expectativa quanto a traição feminina seja menor, talvez as consequências impostas ao homem que traiu seja menor do que as impostas à mulher. Mas acredito que essas diferenças, que podem ser culturais, não se aplicam tanto no campo dos sentimentos. A feminina seria diferente da masculina? Talvez pelo âmbito cultural percebemos expectativas diferentes conforme o local e época a qual pertence.

Traição homoafetiva não implica necessariamente em diferenças quanto ao impacto e expectativas quando comparado com casais heteroafetivos. Sentimentos e decepções surgem conforme a expectativa que cada um tinha de seu relacionamento.

Traição na internet teria o mesmo “peso” que uma traição ao vivo? Alguns consideram que sem o contato físico não existiria traição, mas alguns já consideram que a traição está no sentimento. Quem está correto? Não sei se este seria um caso de identificar quem está certo, mas sim de identificar seu sentimento e sua verdade interna.

Traição O que é? Traição é o que você considera quebra do combinado entre o casal. Casais costumam combinar, mesmo que não explicitamente que nenhuma das partes terá relacionamento afetivo ou físico com outras pessoas, ou seja, haverá exclusividade. Mas esta definição pode ser diferente conforme o que cada um considera traição.

Traição Quando desconfiar? O risco em seguir sinais listados por alguém seria a transformação em detetives desconfiados de qualquer comportamento que indicaria traição em outras pessoas. Mas será que todos somos iguais e seria possível identificar, sem nos tornarmos paranoicos, sinais claros de traição?

Beijo é traição? Abraço é traição? Qual o contato físico caracteriza traição? Qual o sentimento que caracteriza traição? Qual o pensamento que define um traidor?

PorGelson Daniel

Como Lidar com a traição

Lidando com a traição

Traição é como um vaso que se quebrou?

Pode ser colado novamente? haverá marcas? São avaliações válidas.

Normalmente não imaginamos que seremos traídos. Creio que normalmente somos otimistas, ainda bem, pois se fossemos tão pessimistas, ou até mesmo realistas como alguns defendem, não entraríamos em relacionamentos por medo dos problemas que podem surgir. Mas continuamos, aliás, desejamos ter relacionamentos. Alguns sofrem quando estão sós. E este deve ser o motivo: a solidão também pode assustar, e por mais que doa ser traído sempre há chance de não acontecer, também há a chance de talvez não doer tanto, ou até mesmo de nunca sabermos que aconteceu. Mas quando acontece…

Um psicologo pode ajudar no atendimento da pessoa que percebe necessidade de apoio quando ocorre a traição.

Porque dói tanto ser traído

A dor vem de vários caminhos: A decepção, pois podemos perceber que não a conhecíamos tão bem como pensávamos. A raiva de nós mesmos, pois podemos pensar que de alguma forma somos responsáveis. Pode haver pensamentos sobre nunca mais encontrar alguém que possa ser fiel aparecem com a traição e tornam a vida um tormento. Podemos perdemos a esperança de sermos felizes novamente.

A pessoa traída pode ser comparar com o outra pessoa que foi objeto de traição, e se não sabe quem é pode ser pior pois sua imaginação pode faze-la sentir-se inferior, feio, sem graça, menos inteligente, etc..

De quem é a culpa da traição?

De quem traiu ou de quem foi traído? será que há culpa? Na verdade cada situação tem sua dinâmica e elementos próprios.

Porque as pessoas traem?

Não existe uma causa única. Cada pessoa tem motivação diferente. Uns traem porque sentem que não deveriam se limitar a poucas experiências. Outros simplesmente consideram que tem esse direito, normalmente os homens são criados assim, já ouvi pessoas acreditando eu a traição faz parte da natureza masculina. O que nem está muito errado, se considerarmos que ainda somos primitivos. Explico melhor no item abaixo Porque o homem trai mais do que a mulher. De certa forma a biologia e a evolução nos programou para que os homens traiam mais. Observe que os homens produzem espermatozóides novos e saudáveis por um tempo bem grande de suas vidas, é como se a própria natureza dissesse assim “procrie o máximo que puder”. Já as mulheres nascem com um numero limitado de óvulos, estes óvulos envelhecem e ficam doentes junto com ela pois não se renovam, é como se a natureza dissesse “você tem um material muito raro e valioso, portanto escolha bem com quem você vai dividir”. E assim temos as mulheres mais seletivas, com necessidade de formar família estável e homens.

O homem trai mais do que a mulher?

De certa forma a biologia e a evolução pode ter nos programado para que os homens traiam mais. Observe que os homens produzem espermatozóides novos e saudáveis por um tempo bem grande de suas vidas, é como se a própria natureza dissesse assim “procrie o máximo que puder”. Já as mulheres nascem com um numero limitado de óvulos, estes óvulos envelhecem e ficam doentes junto com ela pois não se renovam, é como se a natureza dissesse “você tem um material muito raro e valioso, portanto escolha bem com quem você vai dividir”. E assim temos as mulheres mais seletivas, com necessidade de formar família estável e homens com necessidade apenas de espalhar suas sementes o máximo possível, e ainda por cima com o lema “caiu na rede é peixe”.

Claro que esta explicação são tira o peso de cima dos traidores, esta teoria explica mas não justifica, principalmente porque não somos primitivos, não somos animais nem homens das cavernas.

Como saber se estamos sendo traído

Seria ótimo pudéssemos ter 100% de certeza, mas algo que você pode fazer é avaliar o relacionamento. Caso você perceba algum indicio de traição pense se poderia tocar no assunto, avalie se deseja investigar este assunto e como seria o melhor.

É possível evitar a traição?

Não temos controle sobre o comportamento da outra pessoa. Podemos tentar conhecer o outro ao máximo que pudermos.

E quando foi você quem traiu…

O traidor também pode sofrer, algumas vezes sofre mais do que a pessoa que foi traída. O traidor pode avaliar como um ato improdutivo e pode se reavaliar mediante o ocorrido.

PorGelson Daniel

Síndrome de Solomon: o medo de se destacar

Síndrome de Solomon: o medo de se destacar Por: Psic. Kelson Teixeira

Você sempre evita ser o centro das atenções?

Síndrome de Solomon

A Síndrome de Solomon foi desenvolvida pelo psicólogo americano Solomon Asch, e, para comprová-la, fez testes com 123 voluntários, em que avaliou a influência que a opinião dos outros tem sobre o que o indivíduo pensa.

Na prática, a síndrome se manifesta em pequenos decisões do dia a dia como a roupa que vamos vestir, até decisões grandiosas como a carreira que queremos seguir pro resto da vida.

Segundo Solomon sugere, a maioria das pessoas se deixa influenciar pelo que as outras pessoas pensam dela e tomam decisões de maneira a evitar que elas se destaquem. Isso explica o pavor de tantas pessoas de falar em público, por exemplo, mas também indica que muitas vezes nos boicotamos para não desviar de um caminho trilhado e aprovado pela maioria. Inconscientemente, muitos de nós tememos triunfar por medo de que nossas virtudes ofendam os demais, ou que nos tornemos o centro das atenções o que significa estar sujeito a críticas dos demais.
Quando rompemos a barreira do indivíduo, o diagnóstico da síndrome em larga escala revela um baixa autoestima coletiva, uma falta de confiança nos méritos pessoais e a formulação de uma sociedade que tende a condenar o talento e o sucesso alheio. E, de certa forma, por mais que isso seja um tabu, nesse contexto prosperar, mudar de vida, obter sucesso é mal visto pelos outros.

Durante aquele experiência, o psicólogo mostrou três linhas diferentes, adicionando uma quarta, e os voluntários tinham apenas de dizer quais das linhas eram iguais às desenhadas ao lado.

Os alunos que davam a sua opinião antes (e que sabiam qual era a resposta correta) induziam a última vítima em erro, e, no total, 75% das cobaias responderam incorretamente de modo a não irem contra ao que dizia a maioria.

O que Solomon quis determinar com esse experimento, segundo o psicólogo e master coach João Alexandre Borba, é que os seres humanos estão muito condicionados em relação ao que os outros pensam sobre eles.
“Podemos perceber a Síndrome de Solomon em nós mesmos quando tomamos decisões ou adotamos comportamentos para evitar sobressairmos, destacarmos ou nos diferenciarmos dentro de um determinado grupo social, ou, também, quando boicotamos nossos próprios pensamentos e vontades para seguir no mesmo fluxo da maioria. É muito importante que a nossa identidade sempre acompanhe nossas ações.

Uma ação sem a presença forte do ‘eu’, sempre se torna facilmente influenciada”, explica.

Por vezes, de acordo com Borba, esse sentimento de não querer se destacar pode gerar inveja sobre quem não tem esse medo e não tenta seguir a opinião da maioria. “Superar a Síndrome de Solomon é necessário para que as pessoas possam desenvolver consciência crítica, e o começo disso é superando a obrigação de sempre acreditar e concordar com as opiniões alheias”.

É preciso compreender a futilidade que é deixar as opiniões dos outros influenciarem o modo como vivemos nossas vidas. Só porque uma grande maioria acredita que X é a verdade absolta, não significa que ela realmente é tudo isso que dizem, ou então que ela se aplica a sua vida. É importante manter o pensamento crítico e analítico constantemente. Sem o mesmo, nos tornamos marionetes não ‘mãos’ de opiniões alheias. Permita-se refletir sobre os mais variados temas, deixando sua mente livre para agir.

PorGelson Daniel

Psicoterapia de Casal: quando o relacionamento precisa de cuidado!

Psicoterapia de Casal: quando o relacionamento precisa de cuidado!

Ah a paixão! Sentimento que promove frio na barriga e brilho nos olhos ao se deparar com a pessoa amada. Tudo se torna mais leve quando está na companhia de quem escolheu para compartilhar a vida. Mas, com o passar das vivências é natural que o casal se sinta mais confortável para ser quem de fato é.

Quando a rotina se torna presente nos relacionamentos, a paixão dá espaço para um olhar crítico em relação às características e comportamentos que antes não eram expressas e/ou percebidas. A relação pode sofrer impactos importantes, e se não tomar cuidado, pode ocasionar o fim de uma história de amor.

Para que exista uma relação saudável é preciso compartilhamento de reflexões, respeito em relação às diferenças de posicionamento e opinião. Porém, nem sempre essas reflexões são passiveis de serem realizadas.

Demandas como essas são recorrentes em um consultório de psicologia. Mas de que forma a psicoterapia pode auxiliar? Vamos entender mais sobre isso?

O que e Psicoterapia de Casal?

A Psicoterapia de casal é uma das possibilidades de atuação da Psicologia Clínica. As sessões ocorrem em um setting terapêutico adequado, ou seja, em um ambiente livre de exposições e interrupções externas.

Os atendimentos são conduzidos por um (a) Psicólogo (a) com o objetivo de promover intervenções de forma ética, sigilosa, sem julgamento moral, para que o casal conquiste as respostas desejadas para a resolução das dificuldades enfrentadas na vida a dois.

Vale ressaltar que, para iniciar a psicoterapia de casal não necessariamente os envolvidos precisam ser oficialmente casados. Entende-se casal todos os relacionamentos, independentemente de uma união formal.

Com uma postura acolhedora e imparcial, o profissional tem como função ser o intermediador do casal, ampliando as possibilidades de diálogos saudáveis, promovendo reflexões, auxiliando na modificação de antigos padrões de comportamentos que originaram os conflitos, enfatizando o respeito e a reciprocidade frente o posicionamento de cada um.

Como funciona a Psicoterapia de Casal?

As sessões acontecem semanalmente e possuem duração de 50 minutos, mas vale ressaltar que, a frequência semanal pode ser intensificada se for acordada entre as partes esta necessidade. Quando as bases dos conflitos são identificadas como intensas e enraizadas por anos, as sessões podem ocorrer duas ou mais vezes durante a mesma semana.

Todos os encontros ocorrem no mesmo horário e no mesmo dia da semana. Respeitar essas regras da psicoterapia é compreendido como o primeiro exercício terapêutico, já que em grande maioria, os casais não possuem tempo, hábito ou disposição para vivenciarem 50 minutos semanais para conversar, refletir sobre os comportamentos e os sentimentos ocasionados pela relação.

Alguns profissionais adotam a postura de realizar a primeira sessão individual, para que possa entender o que está acontecendo no relacionamento como um todo, conhecer a dinâmica psíquica de cada um, assim como, as demandas individuais frente às dificuldades enfrentadas na relação. Por exemplo, é comum observar que alguns comportamentos podem ser vistos como o centro do problema inicial, mas para a outra parte, este mesmo comportamento não justifica as crises do casal.

Dinâmica das sessões

Dependendo da dinâmica do casal o profissional também poderá solicitar sessões individuais ao longo da psicoterapia de casal. Por exemplo, se uma das partes é dominadora e não dá abertura para a fala do parceiro (a), o profissional poderá solicitar uma sessão individual enriquecendo a próxima sessão do casal.

Assim como na psicoterapia individual, a psicoterapia de casal demanda participação ativa, vale ressaltar que, o desejo da psicoterapia tem que prevalecer para os dois. Os temas abordados durante a psicoterapia são todos os que fazem referencia a relação entre o casal, ou seja, todos os assuntos podem ser citados, mas somente os que estão relacionados com a queixa inicial serão cuidados.

Mais importante do que as sessões semanais, são as reflexões do casal entre uma sessão e outra. É comum o (a) psicólogo (a) sugerir atividades para serem realizadas ao longo da semana, esses exercícios podem variar de acordo com a demanda do casal. Algumas atividades podem ser realizadas em parceria, já outras, são sugeridas com o objetivo de reflexão individual.

 

É válido ressaltar que o profissional não possui o poder de ditar o que cada um deve fazer, e sim, exercer a importância de reflexões entre o casal. O terapeuta sempre será apenas o facilitador e o casal responsáveis pelas escolhas e execução  de mudanças de comportamento.

Não é possível especificar a quantidade exata de sessões que serão suficientes para resolver as queixas iniciais, dependerá principalmente do comprometimento do casal em modificar padrões causadores de conflitos e na compreensão sobre a importância de melhorar a dinâmica da convivência.

Quando buscar a Psicoterapia de Casal?

As discordâncias e os conflitos podem acontecer com qualquer casal, porém quando a frequência se intensifica, provocando desconforto, desrespeito e a comunicação se torna complicada ou inviável é de extrema importância cuidar da relação. Ou seja, quando o casal percebe que não está mais sendo possível solucionar os conflitos a dois, é importante levar em consideração iniciar o processo de psicoterapia.

Porém, a psicoterapia de casal também pode ser bem sucedida quando realizada de forma preventiva, antes mesmo do inicio da crise entre o casal. Realizar a psicoterapia de forma preventiva é promover autoconhecimento e sabedoria para conviver com os possíveis conflitos diários do casal. A psicoterapia como prevenção auxilia principalmente em evitar mágoas, ressentimentos, sintomas futuros do casal e de todos envolvidos nesta dinâmica.

Como saber se está na hora de iniciar a Psicoterapia de Casal?

Quando o casal se sente infeliz com o rumo da relação e compreendem que há necessidade de mudanças, independente se essas mudanças direcionam para o reencontro do amor, ou para o desejo de divórcio, é o momento ideal para iniciar a psicoterapia.

Cada relação é um universo de possibilidades, de vivências e de fantasias. Para cada casal, a necessidade de iniciar a psicoterapia pode ter motivos diferentes, porém o objetivo das sessões sempre será a resolução dos conflitos e a eliminação do sofrimento.

Tão importante quanto pensar na psicoterapia de casal, é estar disponível a realizar reflexões individuais frente os problemas conjugais.

Ter a conscientização de que para o retorno do bem estar do casal é necessária a contribuição também em seu plano individual, ou seja, estar disponível a fazer questionamentos referentes aos próprios comportamentos e a compreender que ambos são responsáveis pela relação fragilizada.

É importante destacar que psicoterapia de casal não é a solução para a separação, principalmente se o casal buscou terapia após anos de desconforto, mágoas e afastamento de vivencias. Mas quando a psicoterapia é iniciada de forma preventiva, a relação pode ser “salva” antes mesmo de pensarem na possibilidade do divórcio.

Há vários estímulos e situações que influenciam no progresso da psicoterapia, por isso os resultados dependem intensamente de como as partes vão se apropriar das reflexões originadas nas sessões.

Quais os motivos mais frequentes para a busca de Psicoterapia de Casal?

Há uma infinidade de possibilidades que levam os casais ao consultório de Psicologia, porém é presente com frequência casais com dificuldades de se readaptarem às Mudanças no Relacionamento durante as diversas fases do relacionamento.

Transições de ciclos no relacionamento:

Recém Casados: o choque do convívio diário pode provocar desconfortos na relação, ocasionando discussões. Sugere-se iniciar a psicoterapia de casal de forma preventiva até mesmo antes do casamento, para que assim, o casal tenha recursos de enfrentamento para conviver com as adaptações necessárias para um bom relacionamento diário frente à nova vida a dois.

Nascimento dos filhos: a função materna e paterna pode provocar o afastamento do casal. A adaptação a esse papel pode levar algum tempo, influenciando no entrosamento afetivo e sexual do casal.

Educação dos filhos: a discordância em relação à criação dos filhos também são causadores frequentes de discussões que influenciam a vida afetiva do casal.

Saída dos filhos de casa: a Síndrome do Ninho Vazio traz a necessidade de readaptação da rotina do casal, nesta situação podem se deparar com um vazio não só da presença dos filhos, mas ocasionada pela falta de intimidade e vivências entre o casal. Nesta fase a psicoterapia de casal é essencial para um reencontro, reaproximação e reflexão sobre a importância de se permitirem vivenciar atividades dedicadas exclusivamente ao interesse de ambos.

Dentro de cada item supracitado há uma abertura para demandas distintas, que podem ou não estar associadas a essas transições de ciclos, como por exemplo:

  • Desinteresse afetivo.
  • Desinteresse sexual.
  • Descontentamento com o relacionamento em geral.
  • Falta de admiração pelo parceiro (a).
  • Incompatibilidade de valores e planos.
  • Agressividade verbal ou física.
  • Excesso de ciúmes.
  • Relacionamento extraconjugal.
  • Dificuldades para comunicação.
  • Dificuldades financeiras.
  • Dificuldades de relacionamento com as famílias de origem.

Buscar auxílio nessas situações poderá promover reflexões importantes para a resolução de tais conflitos. Permita-se ir em busca de uma relação mais saudável!

PorGelson Daniel

Quando Buscar Ajuda para Relação (Namoro)

Quando Buscar Ajuda para Relação (Namoro)?

Toda relação passa por fases muito boas e outras menos boas. De certo que já ouviu dizer que, de tempos em tempos, o casal passa por uma crise. No entanto, alguns casais não conseguem ultrapassar os seus problemas sozinhos e, se nao procurarem ajuda, podem acabar por destruir os laços amorosos que os unem.

Um relacionamento precisa trazer-nos boas energias para que valha a pena. Um relacionamento só pode agregar, e nunca subtrair. Por isso, ou é para ser feliz, ou não vale a pena viver uma vida inteira de tristezas.

Se existe uma coisa que faz parte das nossas escolhas pessoais é um amor. Só nós escolhemos passar a nossa vida ao lado de determinada pessoa. Então, essa escolha só faz sentido se for para deixá-lo ainda mais feliz.

No entanto, quando falamos de relacionamentos longos, é comum que o encanto dos primeiros tempos desapareça, e por isso os problemas acabam por ganhar força. É aí que poderá ser preciso algum tipo de ajuda externa.

Para saber se precisa de uma ajuda para ultrapassar algum mau momento no relacionamento, veja os sinais que indicam que sozinhos não vão conseguir resolver as coisas.

1 – Falta de comunicação

Quando falta tempo para estarem juntos, ou melhor, e falemos a verdade, falta vontade de estar junto, é um sinal claro de que as coisas não estão nada bem. Isso só acontece quando a relação deixou de ser prioridade para os membros do casal.

Já não se falam por nada, só apenas o essencial, que quase saiu em modo automático.

2 – Estão sempre irritados

Outro sinal claro de que as coisas não estão bem é quando se mostram sempre irritados um com o outro. Tudo o que o outro faz o deixa irritado, e vice-versa. Já não existe tolerância nem paciência, e por isso as discussões surgem por coisas de nada.

3 – Discussões constantes

Passa a vida toda a discutir por tudo e por nada? Esta é uma consequência directa da irritabilidade que se sente na relação. Qualuqer que seja o tema de conversa, mesmo a mais banal, leva a uma enorme discussão, com humilhações, sarcasmos e ofensas.

4 – Sentimento de desprezo

Sente que existe algum tipo de sentimento de superioridade na vossa relação? Como se um de vocês fosse mais importante que o outro, seja pela profissão, talentos, família, ou qualquer outra coisa? Quando o sentimento de desprezo invade a relação, é um sinal claro de que precisa de ajuda de um profissional, pois o relacionamento está completamente desgastado.

5 – Não há desejo 

Outro sinal de que a relação não está bem é quando não existe desejo sexual entre vocês. Este é o último patamar. Quando o desejo pelo parceiro desaparece, dificilmente as coisas se podem resolver.