EGFOCUS CELEBRA DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

PorGelson Daniel

EGFOCUS CELEBRA DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

O Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado a 10 de Outubro.

 

Este dia visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou sócio-económicas. Combater o preconceito e o estigma à volta da saúde psicológica é outro dos objetivos do dia.

Esta data foi criada em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que a questão da saúde mental não é estritamente um problema de saúde.

Neste dia realizam-se colóquios para se encontrar soluções para os problemas relacionados com a saúde mental e coordenar esforços na luta contra esta realidade. O tema do Dia Mundial da Saúde Mental é: “Dignidade na Saúde Mental: Primeiros Socorros de Saúde Mental e Psicológica para Todos”.

Aumento dos casos de depressão

As perturbações de natureza mental estão a crescer e os distúrbios mentais, independentemente da sua gravidade, são uma das principais doenças incapacitantes do século XXI.

A depressão é a segunda causa de incapacidade na União Europeia. As doenças mentais e, particularmente a depressão, são o fator de maior risco de suicídio.

As causas relacionadas com a saúde mental em Angola, com um elevados índice de casos de morte por suicídios, continua a preocupar às autoridades sanitárias.

Dados estatísticos dos Serviços de Investigação Criminal e do Departamento de Medicina Legal referem que, de 2013 até o primeiro trimestre de 2018, foram registados cerca de 2.500 mortes por suicídio a nível do país.
A coordenadora Nacional do Programa de Saúde Mental e Abusos de Substancias, Massoxi Vigário, que avançou a informação ao Jornal de Angola, disse que existe ainda um número de mortes por suicídios que não chegam ao conhecimento das autoridades.


Massoxi Vigário, que falava a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala amanhã sob o lema “ Juntos para a prevenção do suicido”, afirmou que “temos a consciência de que esses números são os possíveis de acordo com a limitação de recursos para se obter mais informação à respeito”.
A especialista reconheceu não haver cobertura no país de médicos legistas, situação que torna difícil de se elaborar uma estatísticas em termos de morte por suicídios.

Com base nisso, lamentou de que não tem sido dado uma atenção aos casos ligados a saúde mental ou doenças mentais e, enquanto não se der solução ao caso, haverá sempre de existir problemas.
A responsável admitiu, por outro lado, que Angola não está isolada do resto do mundo e que em todo planeta, os problemas da saúde mental são considerado preocupantes e explicou que muito países colocam essa patologia no grupo de saúde prioritário.
A especialista espera que os problemas de saúde mental em Angola devem encarados com responsabilidade e com uma particular atenção, recordando que tem acompanhado com regularidade nos órgãos de comunicação social a transmissão de casos de violência doméstica, homicídios e até mesmo de suicídios.


De acordo ainda com a psicóloga clínica, os transtornos mentais muitas destes estão também associados ao contexto sócio económico, abuso do álcool, das drogas e pelo uso de substâncias.
Massoxi Vigário defendeu, por isso a necessidade de se trabalhar junto das autoridades de direito para que a saúde mental em Angola seja posta num nível de prioridade, à semelhança do que acontece com os casos da malária, da tuberculose do HIV/Sida e outras patologias .As estatísticas dos últimos quatro anos indicam um registo de 85.742 pessoas que passaram pelos serviços de saúde mental, disponíveis em sete províncias.

Luanda, Huambo, Benguela Huila, Cabinda , Malanje e Cunene são as regiões que constam da rede integrada de serviços de saúde mental. Dados estatísticos sobre a depressão e tentativa de suicídio acompanhados na Piscatória de Luanda, durante os últimos três anos, indicam que em 2016 houve o registo de 2.038 casos, 2017, 2.145, 2018, 2.087 casos.
Em relação à tentativa de suicídio, no triénio 2016 a 2018, a estatísticas aponta que em 2016 não houve nenhum caso, mas em 2017 foram registados 83 e em 2018, 165 ocorrências.

Conselho de psicóloga
A psicóloga clínica Kátia Francisco referiu que nas consultas diária tem aconselhado as pessoas a manter uma melhor qualidade de vida, no sentido de evitar perturbações psicológicas.
“Por exemplo, existem àquelas pessoas que tem uma expectativa elevada em relação daquilo que a sua realidade não oferecer e, ao não se conter, entram em frustração. Nesses casos, temos procuramos aconselhado a aceitarem a sua condição. Também transmitimos no sentido haver uma harmonia interna daquilo que são as suas expectativas”, disse a especialistas.
Katia Francisco lembrou que tem procurado dialogar com os pacientes sobre questões que tem haver com o perdão. “Nos dias de hoje, as pessoas tem dificuldade de perdoar, mas, no entanto, perdoar também é uma grande terapia”.
“Nos casos de pessoas com indicio de suicídios, os pacientes recebem um tratamento m psicologia e também psiquiátrico. A orientação parte do momento em que o paciente deve cumprir a terapêutica, desde o cumprimento do tratamento farmacológico, continuidade das terapias e um melhor ajustamento na família. Tudo isso é fundamentalmente nesse processo para o elemento com tendências de suicidar-se”, sustentou.

 

Elaborado Por Gelson Daniel

fontes: Jornal de Angola (http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/saude-mental-requer-atencao-redobrada-das-autoridades)

Sobre o autor

Gelson Daniel editor

Deixar uma resposta