Esquizofrenia – O que é?

PorSara Paiva

Esquizofrenia – O que é?

De entre os muitos transtornos existentes, a esquizofrenia é um dos mais frequentes, estimando-se que mais de 60 milhões de pessoas sofram dele. No entanto, e apesar de muito frequente a nível mundial, ainda não se sabem totalmente as causas.

A esquizofrenia é uma doença de foro psiquiátrico que não tem cura, e existe uma predisposição genética para que as pessoas a desenvolvam.

Apesar de haver uma predisposição genética para o aparecimento da esquizofrenia, acontece também filhos de pai(s) esquizofrénicos que não desenvolvem o transtorno.

Assim sendo, pais esquizofrénicos não geram, obrigatoriamente, filhos com a mesma doença.

O que é a esquizofrenia?

A esquizofrenia é uma doença que se caracteriza por um desequilíbrio no cérebro, o qual é consequência de um excesso de dopamina. O excesso de dopamina traduz-se em alucinações, as quais são frequentes nos pacientes esquizofrénicos.

É comum os pacientes diagnosticados com esta doença ouvirem vozes, ou terem alucinações com perseguições. É comum também terem pensamentos e fala desorganizada.

A grande parte das pessoas que sofrem desta doença têm uma dificuldade muito grande em expressar aquilo que sentem. Por essa mesma razão é aconselhável que elas façam terapia ocupacional, aliada a psicoterapia e medicamentos prescritos pelo médico.

É muito importante que estas pessoas sejam seguidas por profissionais de saúde qualificados, até porque os surtos acontecem e precisam de ter acompanhamento, e em alguns casos necessitam de internação.

Hoje em dia a esquizofrenia já não é tratada com confinamento hospitalar psiquiátrico, nem tampouco se fazem lobotomias ou tratamentos com eletrochoques.

Actualmente já se sabe muito mais sobre a doença, e como tal os pacientes já não são vistos como irrecuperáveis ou incapazes de viver em sociedade.

Nos dias de hoje, com os grandes avanços na medicina, os medicamentos são cada vez mais eficazes para controlar a doença.

As pessoas diagnosticadas com esquizofrenia não estão “acorrentados” à internação. O tratamento passa por terapia ocupacional e psicoterapia. Estes dois devem ser feitos durante o dia, em espaço hospitalar, mas à noite os pacientes estão em suas casas, como todas as outras pessoas.

Assim sendo, e mesmo que a doença ainda não tenha cura, quando os dois tratamentos são feitos de forma regular, com a medicação adequada, os pacientes podem ter uma vida normalíssima, com um controlo muito maior dos surtos.

Um paciente com esquizofrenia já não vive isolado, nem precisa de viver dessa forma. Poderão ser tão, ou mais, felizes que todas as pessoas “saudáveis”.

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Sara Paiva editor

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