Síndrome da Abelha Rainha

PorSara Paiva

Síndrome da Abelha Rainha

Apesar de não ser reconhecido por profissionais, existem muitas pessoas que se consultam com psicólogos e psiquiatras para identificar comportamentos de algumas mulheres, os quais se baseiam principalmente pela competitividade.

Para compreendermos a síndrome da abelha rainha temos de olhar para as colmeias. Ali, a abelha rainha é a líder. Ela está sempre cercada de machos e outras fêmeas não férteis. Por essa razão a abelha rainha sente-se superior a todas as outras.

Competitividade

A competitividade está bastante intrínseca na nossa sociedade. Desde crianças que nos ensinam a competir com os outros. Temos sempre de ser melhores que os outros para conseguirmos uma melhor posição no futuro. Esta ânsia de competição em crianças, por muito que nos custe admitir, é incutida pelos adultos ao fazer comparações.

Esta atitude dos pais em relação aos filhos faz com que as crianças, e depois na fase adulta, queiram ser melhores para se sobressaírem em relação aos outros, e não para se melhorarem a eles mesmos.

É precisamente sobre isso que trata a síndrome da abelha rainha. No entanto, no caso desta síndrome, aponta unicamente para as mulheres.

No caso específico das mulheres, elas sofrem de uma grande pressão social, com padrões de beleza quase impossíveis de alcançar, modelos de mães e esposas dedicadas, e profissionais competentes.

Como detectar a síndrome da abelha rainha

Podemos detectar a síndrome da abelha rainha pelos comportamentos de determinada mulher. À primeira vista, achamos que se trata de uma mulher com grande auto-estima. Mas ao conhecermos melhor, podemos perceber que esta mulher está sempre a falar mal de outra mulher, que humilha continuamente.

Outra característica das mulheres com esta síndrome é que tentam fazer com que outras mulheres se tornem suas súbditas. Isto faz com que elas se sintam superiores, mais fortes.

O que causa a síndrome da abelha rainha?

A principal causa para o desenvolvimento desta síndrome é a insegurança. Para elas se sentirem superiores, e assim mais seguras, precisam destruir a auto-estima de todas as mulheres ao seu redor que considere suas rivais.

O que estas mulheres fazem, na verdade, é projectar as próprias inseguranças nas outras mulheres que as rodeiam.

 

Apesar de podermos, e devermos, entender que por trás da fachada de uma mulher forte existe alguém com fragilidades e baixa auto-estima, para o nosso próprio bem-estar é fundamental nos afastarmos deste tipo de pessoas.

Sobre o autor

Sara Paiva editor

Deixar uma resposta