Síndrome da Pessoa Plastilina

PorSara Paiva

Síndrome da Pessoa Plastilina

A síndrome da pessoa plastilina é muito mais comum do que se julgava. No entanto, o grande problema desta síndrome é que, socialmente, a forma de agir destas pessoas é bem vista.

Esta síndrome caracteriza-se por deixar de lado as próprias necessidades para arcar com os problemas dos outros. Obviamente que, para os outros, isso não se torna um problema, até porque se trata de alguém extremamente “amável”. Mas para a pessoa que sofre desta síndrome, afecta muito, até porque deixam de pensar nelas mesmas, passando os outros para prioridades na sua vida.

Síndrome da Pessoa Plastilina: Generosidade em excesso

Pessoas que sofrem desta síndrome são demasiado generosas, doadoras, serviente. Estas pessoas nunca esperam receber nada em troca. Aliás, elas nunca esperam receber nada de ninguém, apenas doar.

Obviamente que não falamos sempre de pessoas boas. O facto de alguém sofrer desta síndrome não quer dizer que seja bondosa. Existem também pessoas tóxicas que sofrem desta síndrome.

É preciso ter em mente que, para ajudarmos os outros, não precisamos colocar-nos em segundo plano. Se nós soubermos cuidar de nós mesmos, saberemos como ajudar os outros também. Por isso, esta síndrome não é, de todo, uma boa forma de conduta.

Independentemente disso, as pessoas com síndrome de pessoa plastilina são sempre servientes, doam-se por completo aos outros, independentemente do lugar, da hora, ou da circunstância.

No entanto, pessoas assim acabam por ser usadas e pouco valorizadas pelos outros. Mostram-se tão ali, ao alcance, que não conseguem demonstrar o seu valor como indivíduo, como pessoa.

Pessoas que vivem para os outros nunca serão capazes de ser felizes. Não há felicidade quando se deixa de lado os próprios sonhos e vontades para atender as vontades e desejos dos outros.

Não queremos com isto dizer que devamos olhar apenas para nós mesmos, mas nós devemos sempre ser a nossa própria prioridade.

Como ultrapassar a síndrome da pessoa plastilina

Não é fácil deixar de “servir” os outros, no entanto, com empenho, é possível ultrapassar esta situação. Sempre que alguém lhe pedir alguma coisa, não responda de imediato. Pense, reflita, e depois veja se realmente quer fazer o que lhe pediram. Não tenha medo de dizer não se essa for a sua vontade. Não é por isso que vão gostar mais, ou menos, de si.

É comum que no início seja invadido por um sentimento de culpa. É normal. Mas com o tempo vai acostumar-se a amar-se e respeitar-se acima de tudo, e a culpa simplesmente vai desaparecer.

Se estiver muito difícil de ultrapassar esta síndrome, procure apoio psicológico, faça terapia, e converse com seus amigos próximos e familiares.

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Sara Paiva editor

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