Síndrome de Anna Karenina: O que é?

PorSara Paiva

Síndrome de Anna Karenina: O que é?

Sabe aquele amor apaixonado, muito intenso e perigoso? Esse amor que normalmente termina em trágicas circunstâncias? É neste tipo de amor que encontramos a Síndrome de Anna Karenina.

Esta síndrome diz respeito a este tipo de amor que vai além de todos os limites, de tudo o que deveria ser permitido, tudo em nosso do amor que sentimos por alguém.

Se podemos encontrar uma certa beleza nesse tipo de amor que é muito comum nas novelas, a verdade é que, na realidade, é um tipo de amor que nos causa muito mal-estar e pode mesmo ser maléfico para a nossa saúde.

Perigos inerentes ao amor apaixonado

Um dos riscos que quem viveu um amor destes um dia é que sentem saudades daquela sensação, mesmo depois de sofrerem muito quando se perdeu esse amor. É verdade que as emoções muito intensas fazem com que nos sintamos vivos, onde predominam sentimentos de atracção física, compromisso mútuo, união emocional e a obsessão.

Estas são as pessoas que já sofreram da síndrome de Anna Karenina. São aquelas pessoas que viveram mais do que uma simples paixão.

Podemos mesmo dizer que este é um tipo de transtorno afetivo-obsessivo, o qual se caracteriza por uma dependência absoluta, descontrolo pessoal, sem limites.

As pessoas que sofrem desta síndrome podem deixar de lado tudo aquilo que gostam e querem em prol da outra pessoa, mesmo pessoas próximas, como familiares queridos.

Este tipo de amor, em vez de nos dar felicidade verdadeira, dá-nos mais angústia e sofrimento do que outra coisa qualquer. É viver com medo de perder o outro, desconfiar a cada passo dado, temer ser traído a todo o instante, e sentimos que o outro não nos dá o mesmo que damos.

Isso faz com que percamos, aos poucos, a nossa integridade, a nossa auto-estima, e até mesmo o nosso equilíbrio emocional.

O que fazer?

Numa primeira fase da paixão é comum sentirmos uma intensidade fora do normal. Mas é preciso ter atenção para não cair na Síndrome de Anna Karenina.

Não olhar para o parceiro como uma forma de nos completar, ou preencher um vazio que há em nós, é fundamental. Há bem mais na vida do que procurar a outra metade da laranja.

Tratar de crescer como pessoa antes de qualquer coisa é imprescindível para viver um amor de forma saudável.

Lembre-se de que amar deve ser sinónimo de crescer, de ganhar, e nunca limitar, nem num, nem outro. Por isso as obsessões nunca são positivas.

Amar cegamente alguém é um erro enorme. Isso fará com que deixe de ser você mesmo, de fazer coisas que gosta, que lhe causam uma sensação de bem-estar. Deixa de lutar pelos seus próprios sonhos.

Não permita que isso aconteça. Não quer dizer que tem de deixar de amar. Amar é bom, mas nunca deve amar cegamente alguém!

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Sara Paiva editor

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