Síndrome de Solomon: o medo de se destacar

PorGelson Daniel

Síndrome de Solomon: o medo de se destacar

Síndrome de Solomon: o medo de se destacar Por: Psic. Kelson Teixeira

Você sempre evita ser o centro das atenções?

Síndrome de Solomon

A Síndrome de Solomon foi desenvolvida pelo psicólogo americano Solomon Asch, e, para comprová-la, fez testes com 123 voluntários, em que avaliou a influência que a opinião dos outros tem sobre o que o indivíduo pensa.

Na prática, a síndrome se manifesta em pequenos decisões do dia a dia como a roupa que vamos vestir, até decisões grandiosas como a carreira que queremos seguir pro resto da vida.

Segundo Solomon sugere, a maioria das pessoas se deixa influenciar pelo que as outras pessoas pensam dela e tomam decisões de maneira a evitar que elas se destaquem. Isso explica o pavor de tantas pessoas de falar em público, por exemplo, mas também indica que muitas vezes nos boicotamos para não desviar de um caminho trilhado e aprovado pela maioria. Inconscientemente, muitos de nós tememos triunfar por medo de que nossas virtudes ofendam os demais, ou que nos tornemos o centro das atenções o que significa estar sujeito a críticas dos demais.
Quando rompemos a barreira do indivíduo, o diagnóstico da síndrome em larga escala revela um baixa autoestima coletiva, uma falta de confiança nos méritos pessoais e a formulação de uma sociedade que tende a condenar o talento e o sucesso alheio. E, de certa forma, por mais que isso seja um tabu, nesse contexto prosperar, mudar de vida, obter sucesso é mal visto pelos outros.

Durante aquele experiência, o psicólogo mostrou três linhas diferentes, adicionando uma quarta, e os voluntários tinham apenas de dizer quais das linhas eram iguais às desenhadas ao lado.

Os alunos que davam a sua opinião antes (e que sabiam qual era a resposta correta) induziam a última vítima em erro, e, no total, 75% das cobaias responderam incorretamente de modo a não irem contra ao que dizia a maioria.

O que Solomon quis determinar com esse experimento, segundo o psicólogo e master coach João Alexandre Borba, é que os seres humanos estão muito condicionados em relação ao que os outros pensam sobre eles.
“Podemos perceber a Síndrome de Solomon em nós mesmos quando tomamos decisões ou adotamos comportamentos para evitar sobressairmos, destacarmos ou nos diferenciarmos dentro de um determinado grupo social, ou, também, quando boicotamos nossos próprios pensamentos e vontades para seguir no mesmo fluxo da maioria. É muito importante que a nossa identidade sempre acompanhe nossas ações.

Uma ação sem a presença forte do ‘eu’, sempre se torna facilmente influenciada”, explica.

Por vezes, de acordo com Borba, esse sentimento de não querer se destacar pode gerar inveja sobre quem não tem esse medo e não tenta seguir a opinião da maioria. “Superar a Síndrome de Solomon é necessário para que as pessoas possam desenvolver consciência crítica, e o começo disso é superando a obrigação de sempre acreditar e concordar com as opiniões alheias”.

É preciso compreender a futilidade que é deixar as opiniões dos outros influenciarem o modo como vivemos nossas vidas. Só porque uma grande maioria acredita que X é a verdade absolta, não significa que ela realmente é tudo isso que dizem, ou então que ela se aplica a sua vida. É importante manter o pensamento crítico e analítico constantemente. Sem o mesmo, nos tornamos marionetes não ‘mãos’ de opiniões alheias. Permita-se refletir sobre os mais variados temas, deixando sua mente livre para agir.

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Gelson Daniel editor

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