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PorSara Paiva

Transtorno de ansiedade por separação

O transtorno de ansiedade por separação é comum no desenvolvimento da criança. Se por algum motivo suspeitar que o seu filho sofre desse transtorno, deve consultar um especialista para que este lhe dê as instruções mais adequadas, e nunca tente tratar desse problema sozinho.

Por norma, este transtorno aparece nos bebés entre os oito e os doze meses de idade. Algumas vezes este transtorno pode desaparecer aos 24 meses, aproximadamente. Durante a escola primária e na fase adolescente, algumas crianças apresentam os sintomas deste transtorno.

Sintomas relevantes do Transtorno de Ansiedade por Separação:

Os sintomas do transtorno de ansiedade por separação podem-se produzir quando uma criança tem medo de ser afastada, ou até mesmo quando é afastada dos pais.

Deve prestar atenção a estes sintomas:

  • Baixo rendimento na escola.
  • Falta de vontade em ir à escola.
  • Dores de cabeça
  • Vómitos
  • Birras constantes ou comportamento violento.
  • Um apego muito forte aos pais.
  • Não querem dormir sozinhas.
  • Choram bastante.
  • Recusam fazer qualquer coisa que implique um afastamento.
  • Sonhos perturbadores.
  • Não conseguem interagir saudavelmente com outras crianças.

Factores de risco

Os seguintes factores aumentam a probabilidade de uma criança vir a sofrer deste transtorno:

  • Nível sócio-económico baixo.
  • Timidez
  • Depressão ou ansiedade na família
  • Interacção com os pais inadequada
  • Problemas com outras crianças
  • Pais superprotetores
 Quando existem mudanças na vida de uma criança tais como, escolas de intercâmbio, divórcio dos pais, mudança para uma casa nova, ou morte de algum familiar ou amigo próximo, pode desencadear o transtorno de ansiedade por separaçãor.

Como pode ser diagnosticado

Se o seu filho apresentar mais do que três sintomas, a probabilidade de que ele sofra deste transtorno é muito alta.

Neste caso, é essencial procurar ajuda.

  • A terapia é o tratamento mais eficaz.
  • Ou então, pode optar pela terapia de interacção entre pais e filhos.

Para os pais:

  1. Interacção directa com os pais

Numa primeira fase de interacção directa com os pais, pretende-se educar os pais perante o porquê do seu filho se sentir ansioso. Para tal, desenvolve-se uma escala de valores para que consiga mostrar as situações que podem provocar sentimentos de ansiedade e estabelecer modos de recompensa em relação às reacções positivas

Numa fase de interacção directa com a criança, o terapeuta pretende melhorar o relacionamento entre as partes.

Tenha ainda atenção ao ambiente escolar dos seus filhos. Este deve ser um lugar em que o seu filho se sinta seguro quando está a sentir ansiedade, e deve sempre ter como se comunicar, dentro e fora da escola.

Transtorno de ansiedade

Poderão ser receitados antidepressivos para crianças com este problema, mas ainda não existe um medicamento específico para o tratamento deste transtorno.

Efeitos no ambiente familiar

A vida familiar pode ser afectada de várias formas. As actividades familiares ficam comprometidas seriamente. Pais que não disponham de tempo para os filhos podem causar-lhes frustrações. É também comum que irmãos de crianças com o transtorno sintam ciúmes, pois há uma tendência a dar mais atenção ao menino “doente”.

Este transtorno apenas poderá ser diagnosticado numa criança por um especialista. Por isso não deixe de consultar um caso suspeite de alguma coisa fora do normal.

PorSara Paiva

Transtorno de ansiedade generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é considerado uma doença causada pela hiperativação, caracterizada por sentimento de medo e ansiedade.

Transtorno de ansiedade generalizada, o que é?

Ansiedade é uma reacção considerada normal num ser humano, em redor de dúvida, expectativa ou medo. Quando este começa a interferir nas actividades do dia a dia de forma irregular de longa duração começa a ser preocupante.

Os processos químicos e físicos presentes no corpo quando passamos por uma situação mais stressante, faz com que a ansiedade aumente.

A hormona, cortisol, ajuda a preparar o corpo para lutar e fugir que por sua vez explica os sintomas físicos que vão sendo apresentados pelas pessoas com ansiedade.

Exemplificando, uma pessoa depara-se com um animal selvagem e nisto fica assustada sem saber como reagir. Nessa situação, o corpo vai preparar um mecanismo de defesa para se defender, fugir e atacar. Tudo irá acontecer sem que a pessoa dê por isso, simplesmente acontece tão rapidamente que não temos percepção do processo.

No entanto, a ansiedade faz parte da nossa sobrevivência, obviamente podendo tornar-se mau quando é excessiva, visto que, em vez de superar um determinado obstáculo, acaba por se tornar num, até porque produz uma resposta inadequada.

O transtorno de ansiedade generalizada é muito marcado por um sofrimento excessivo. É também marcada quando se denota uma preocupação grande com determinado acontecimento por quase um ano.

Entre o transtorno de ansiedade generalizada e os ataques de pânico a única diferença existente é que no transtorno os sintomas são existentes ao longo do tempo.

Quais são os sintomas?

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  • Preocupação e sentimentos de apreensão durante tempo excessivo
  • Tonturas
  • Instabilidade
  • Sensação de pressão no peito
  • Dificuldade em engolir
  • Sensação de estrangulamento
  • Náusea
  • Boca seca, tremores, palpitações, transpiração
  • Tensão muscular e dor
  • Medo de perder o controle, medo de morrer, loucura.
  • Episódios de irrealidade, despersonalização.
  • Irritabilidade, dificuldade em concentrar.

Transtorno de ansiedade generalizada é comum? Quem afecta mais?

Ansiedade é um sintoma muito comum, mas o transtorno de ansiedade generalizada por sua vez é raro. Só é levada em consideração como diagnóstico quando não se explica por outra doença mental.

No entanto, o sexo feminino é o mais afectado. Apesar disso, a doença pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade.

Ansiedade e depressão

Ambos estão relacionados, visto que, quando uma pessoa sofre de ansiedade, pode vir a desenvolver uma depressão, e quem sofre de depressão quase sempre sofre de ansiedade.

A estes problemas devemos ter também em conta outras doenças, o facto de se sentir sozinho, e também a falta de recursos económicos e sociais.

Outro ponto de grande importância são os tratamentos. Para o tratamento deste transtorno faz-se uso de ansiolíticos e antidepressivos.

PorSara Paiva

Como ajudar o seu filho a superar a ansiedade escolar

Ao contrário do que muitos pensam, a ansiedade não é um sentimento único dos adultos. As crianças também vivem a ansiedade e o stress, tal como nós. Crianças e jovens estão em constantes desafios, e nós, pais, acabamos por exigir delas muito, especialmente no que toca aos resultados escolares.

Além dos pais, professores também exigem resultados positivos dos alunos, dão matérias que são complexas, e espera-se que os alunos estejam à altura de compreender e apreender a matéria.

Se é verdade que a ansiedade pode ser um factor positivo, quando esta é exagerada, pode ser limitante, e poderá causar grandes transtornos às crianças.

Quando as crianças e jovens se sentem ansiosos em demasia, acabam por bloquear e não conseguem fazer nada para atingir os seus objectivos.

Em casos de jovens e crianças com ansiedade excessiva muitas vezes se verifica um quadro de preocupação crónica. Estes apresentam também dores de cabeça constantes, sem qualquer motivo, andam irritadas, com mudanças de humor abruptas, têm dificuldades no sono, e algumas delas deixam de querer ir para a escola.

Ansiedade escolar: O que fazer?

ansiedade escolar

É muito importante que os pais aliviem a pressão de cima dos filhos. Lembre-se que você e o seu parceiro são os modelos de referência dos seus filhos e por isso cabe a vocês ensinar as crianças e jovens técnicas para combater a ansiedade e o stress.

A melhor forma de ensinar as crianças é dando o exemplo. Saber moderar-se e tranquilizar-se é fundamental para que as crianças tenham essa atitude como exemplo.

Outra forma de ajudar os seus filhos a combater a ansiedade escolar é moderando as suas expectativas quanto a eles. Quando os pais colocam muitas e grandes expectativas nas crianças, acabam por exercer demasiada pressão em cima delas, além de lhes incutir perfeccionismo. O perfeccionismo desmedido faz com que as crianças e jovens desenvolvam quadros de ansiedade, escolar ou não.

Quer queira, quer não, as suas expectativas são transparentes para os seus filhos. Eles percebem exactamente aquilo que os pais esperam deles. E a verdade é que qualquer criança faz de tudo para responder às expectativas criadas pelos pais, porque acreditam que é isso que as faz gostar delas.

Um dos grandes problemas é que estamos muito mais voltados para os resultados do que propriamente para o caminho que foi percorrido. Não importa o quanto a criança ou jovem estudou, se trouxer um mau resultado vai ser recebido com raiva e desilusão.

Vale, então, dizer, que os pais devem estar atentos aos esforços que os filhos fazem para obter bons resultados. Se não estudou, se preferiu brincar ou ver televisão, obviamente que tem de o chamar à atenção e mostrar o quanto ficou desiludido com ele. No entanto, se o filho se esforçou muito para ter resultados bons, mas mesmo assim não conseguiu, há que valorizar o empenho e tentar encontrar a causa para o mau resultado.

Outra forma de fazer a ansiedade e stress das crianças diminuírem é estabelecendo uma rotina diária. As crianças precisam de saber o que fazer, quando fazer, para que se sintam seguras.

Assim, estabeleça horários para tarefas domésticas, estudo, mas também para se divertir e brincar.

Note também que as crianças e jovens têm de dormir um mínimo de 8 horas.

PorSara Paiva

Diferença entre ansiedade e depressão

A diferença entre ansiedade e depressão é tão ténue que é difícil distinguir quando sofremos de depressão ou ansiedade. A verdade é que elas podem até estar sobrepostas, ou seja, viver juntas. De facto, em muitos casos, as pessoas com depressão sofrem também de ansiedade.

Elas também podem ser consequência uma da outra. Tanto a depressão é causada por quadros de ansiedade crónica graves, como a ansiedade é causada por quadros depressivos.

Por essa razão é essencial que o disgnóstico seja feito por um profissional qualificado para que efectue o tratamento correcto e adequado à sua condição.

Para tal, é necessário saber exactamente a diferença entre ansiedade e depressão.

diferença entre ansiedade e depressão

Ansiedade

Esta doença manifesta-se com sintomas quer psicológicos quer físicos. As pessoas que sofrem de ansiedade têm uma constante e excessiva preocupação quanto a situações futuras. Por estar sempre a pensar naquilo que poderá acontecer no futuro, a pessoa que sofre de um quadro grave de ansiedade não vive o presente. Este é marcado por uma contínua inquietação face ao futuro.

Em casos em que a ansiedade se mostra intensa, sem nenhuma causa associada, e de forma prolongada, geralmente há uma tendência para o isolamento. Isto porque as pessoas se sentem em perigo iminente.

No entanto, vale lembrar que a ansiedade é um sentimento que todos nós temos, mas em níveis normais, não intensos. A ansiedade é o nosso corpo que fica em estado de alerta, e ele é activado sempre que sentimos perigo.

Este problema pode manifestar-se de diferentes formas, como ansiedade social, ataques de pânico, agorafobia, perturbações obsessivo-compulsivas, e stress pós-traumático.

depressão

Depressão

A depressão é um estado de tristeza muito profundo e prolongado no tempo. Podemos dizer que é uma tristeza crónica e incapacitante, até porque a depressão é um transtorno que afecta todas as áreas da vida provada e pública.

Existem várias causas para o desenvolvimento de um quadro depressivo. Entre elas está a pré-disposição genética / familiar, tipo de personalidade introvertida, ou acontecimentos traumáticos (luto, por exemplo).

Algumas características também se mostram mais propensas ao desenvolvimento da depressão:

  • Mulheres
  • Excesso de peso
  • Vítimas de violência
  • Baixa auto-estima
  • Vítimas de acontecimentos traumáticos

Como detectar ansiedade e depressão?

Tanto a ansiedade como a depressão se manifestam de várias formas, com sintomas psicológicos e físicos.

Alguns dos sintomas mais comuns da ansiedade são:

  • Irritabilidade
  • Sensação de pânico ou medo sem razão
  • Insónias
  • Falta de concentração
  • Palpitações
  • Tonturas
  • Boca seca
  • Dificuldade a respirar

Geralmente a depressão apresenta um maior número de sintomas psíquicos, e não tanto sintomas físicos, apesar de também os apresentar. Os mais comuns são:

  • Tristeza profunda e constante
  • Culpa
  • Perda de interesse em coisas que antes lhe davam prazer
  • Fadiga
  • Falta de esperança
  • Falhas de memória e raciocínio mais lento
  • Falta de concentração
  • Baixa auto-estima
  • Perda / Aumento de peso
  • Variações no sono (a mais ou a menos)

Vale lembrar que quer a ansiedade quer a depressão causam vários transtornos na vida de quem sofre com esses problemas. No caso de suspeitar que sofre de algum deles, não hesite em procurar um profissional qualificado.

PorEG-Focus

Como Lidar com a Ansiedade

Lidar com a ansiedade não é uma tarefa fácil, e muitas vezes requer o apoio de alguém que nos possa conduzir a uma vida mais plena, mais leve, e tranquila. Hoje em dia é muito comum as pessoas viverem sobre grande pressão, causando uma ansiedade muito grande. Se por um lado as borboletas na barriga são normais, um estado de ansiedade constante não é.

A ansiedade pode ser muito prejudicial à nossa saúde, quer física, quer emocional, e por isso deve ser olhada com muita cautela.

 

O que é a ansiedade?

A ansiedade é um estado emocional que se caracteriza como um nervosismo constante, muitas vezes relacionado com um sentimento de medo, e geralmente é acompanhado de desconforto físico.

O grande problema surge quando o sentimento de medo passa da realidade para o imaginário. Ou seja, quando um medo é fruto da imaginação da pessoa, e nada tem de real ou verdadeiro. E é neste caso que a procura de um profissional qualificado se mostra indispensável, pois lidar com a ansiedade não é algo simples, e são raras as pessoas que conseguem lidar com ela sozinha.

Note que o nervoso miudinho é normal, e esse nível de ansiedade é até saudável, porque é ela que nos permite mudar, abrindo portas para um mundo novo e situações desconhecidas até então.

A ansiedade só passa a ser um problema clínico quando se dá de tal forma que deixa a pessoa inerte, incapaz de fazer as suas actividades diárias normalmente, quando implica uma estagnação da vida profissional e social, ou quando se dá a tal ponto que causa sofrimento emocional constante.

O que fazer para lidar com a ansiedade?

Para aqueles que se encontram neste último estágio de ansiedade, o mais recomendado é que procure a ajuda de um psicólogo. Desta forma poderá compreender a razão pela qual se está a sentir dessa forma, identificando as situações que lhe causam tamanha ansiedade, e quais as consequências reais que isso tem na sua vida.

Assim que sabemos quais as causas e consequências de determinadas situações, estamos habilitados a procurar formas distintas de reagir e nos comportar em prol do nosso bem-estar.

Existem algumas formas de lidar com a ansiedade e controlá-la. Algumas atitudes podem aliviar este sentimento, deixando-o novamente no controlo dos seus pensamentos.

CONTROLE OS PENSAMENTOS NEGATIVOS

A primeira coisa a fazer para lidar com a ansiedade é controlar os seus pensamentos negativos. Eles aparecem muitas vezes sem nos apercebermos deles, causando-nos sensações muito desagradáveis.

MUDE DE HÁBITOS

Algumas mudanças na nossa rotina também podem ajudar bastante. Diminua a carga de trabalho, troque de emprego, faça exercício físico, tenha uma alimentação mais saudável, disponha de mais tempo para a sua família e amigos.

Claro está que fazer estas mudanças implica que se conheça bem a si mesmo, e que seja capaz de identificar o foco da sua ansiedade. Por isso o aconselho sempre a procurar um profissional capaz de o ajudar a lidar com a ansiedade. Ele vai ajudá-lo a perseguir o caminho da felicidade!