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PorSara Paiva

Depressão Atípica

Uma doença nada fácil de diagnosticar, visto que pode ser confundida com outros problemas, tais como, o stress, cansaço, e até doenças metabólicas. Esta é um subtipo da depressão maior. Sem esquecer que quando falamos deste tipo de transtorno, as pessoas não têm noção do que está a acontecer com elas e podem sempre pensar que é uma simples má fase das suas vidas ou até um esgotamento.

Depressão Atípica

Um dos protocolos básicos para identificar uma depressão é quando uma pessoa manifesta insónias, desejos suicidas ou pensamentos negativos abundantes. Depois de detectar estes comportamentos já se torna mais fácil estabelecer a tipologia e o tratamento a ser seguido.

Esta depressão não é fácil de detectar até que a pessoa já mostre pensamentos suicidas, quando estes chegam a esse nível a pessoa já tem a qualidade de vida prejudicada.

Sintomas físicos

Um dos sintomas é quando a pessoa começa a ganhar peso sem saber a razão, para tal acontecer não é necessário a pessoa em questão ter mais vontade de comer ou ter mais fome, o próprio sistema metabólico muda e a tendência de acumular gordura irá ser maior.

Cansaço e dor física, sobretudo nos braços e nas pernas, é outro sintoma comum em que determinadas horas do dia vai ser complicado movimentar estes membros.

A pessoa também poderá começar a perder vontade de fazer as suas tarefas do dia a dia e, pouco a pouco, vai excluir-se das actividades sociais.

Hipersónia

Um dos sérios problemas que irão aparecer é o facto de a pessoa dormir em demasia, estes podem vir a dormir até 10 horas seguidas, o que faz com que se sintam numa realidade totalmente diferente, como se fosse um sonho em que eles não fizessem parte dele.

Este esgotamento demonstra irritabilidade, incapacidade de se contagiar pelas emoções positivas e mau humor.

As risadas, boas notícias ou festividades são vistas à distância de forma incomodativa e até incompreensível, não se deixando contagiar com emoções ligadas à felicidade.

Como se não bastasse, as pessoas com depressão atípica acham que tudo o que iniciam na sua vida acaba de forma catastrófica.

DepressãoO que desencadeia?

Este tipo de depressão afecta tanto os homens como as mulheres.

Contudo, na maior parte das vezes, são as mulheres que costumam pedir ajuda antes e têm mais facilidade no desabafo emocional.

No entanto, pode-se dizer que não existe uma causa exclusiva e única que determine a depressão atípica.

Possíveis desencadeantes:

  • Muitas das vezes são pequenos problemas do nosso dia a dia que têm o poder de se tornar enormes problemas, tais como, o stress quotidiano, problemas familiares ou até mesmo insatisfação pessoal.
  • Causa genética. Temos mais probabilidades de desenvolver esta depressão quando os nossos pais sofreram dela, especialmente quando enfrentamos algo mais complexo, tal como, um evento traumático, uma perda, uma separação afectiva.

Tratamento para depressão atípica

Contudo, existem possíveis tratamentos, tais como, medicamentos, apoio social, terapia psicológica…

O período de aparecimento e desaparecimento da depressão atípica é de 2 anos.

PorSara Paiva

Depressão e Adolescentes – Não é mito, é uma realidade!

A depressão é uma das doenças psiquiátricas mais comuns nos dias de hoje. No entanto, apesar de frequente, ainda achamos que é exclusiva a adultos. Na verdade, e apesar de nos parecer um bocado impossível, crianças e adolescentes também poderão sofrer de depressão.

Geralmente associamos a depressão a um estado contínuo de tristeza profundo. Mas nem sempre a depressão se manifesta dessa forma, e por isso pode ser mais difícil de identificar esse quadro nos mais novos. Algumas pessoas, quando deprimidas, não estão constantemente tristes. O que indica que elas poderão sofrer de depressão é um sentimento de falta de pertença, falta de significado na própria existência.

As pessoas deprimidas, incluindo as crianças e jovens, sentem que a sua vida não faz sentido, nem lhe associam nenhum valor.

Sintomas de depressão na adolescência

Adolescentes e crianças deprimidas não sabem o que estão a passar, e por isso cabe a nós, pais, educadores, cuidadores, identificar alguns dos sintomas. Afinal de contas, cabe a nós a responsabilidade de manter os nossos filhos e educandos saudáveis e felizes.

Entre os sintomas mais comuns da depressão encontramos:

  • Comportamentos de letargia
  • Indiferença
  • Perda de interesse em actividades que antes lhe davam prazer
  • Falta de prazer
  • Atitude de isolamento
  • Agressividade
  • Sentimentos de falta de esperança e motivação
  • Sensação de cansaço contínuo
  • Abatimento
  • Dificuldade / Incapacidade de tomar decisões

O abatimento é sempre associado à depressão pois, apesar da tristeza não ser visível em algumas pessoas deprimidas, o abatimento é sempre uma realidade.

É importante procurar ajuda profissional assim que detectar alguns dos sintomas da depressão. Afinal de contas, este estado emocional influencia todos os aspectos da vida, do dia-a-dia. Tem uma influência negativa nos estudos, nas actividades de lazer, nas relações familiares e sociais, até na qualidade do sono.

O estado depressivo deixa os jovens com um sentimento profundo de desesperança, de desemparo. Eles sentem-se inúteis, e isso faz com que a auto-estima e motivação fiquem em baixo.

Muitos jovens têm-se refugiado na internet e no computador de forma a não lidarem de frente com os outros. A depressão faz com que se isolem e se escondam atrás de um ecrã, quer de computador quer de telemóvel.

Apesar de isso lhes proporcionar algum tipo de comunicação com o mundo, esta forma de se comunicar distorce por completo a noção de relações interpessoais. Além disso, limitar a comunicação a esta forma faz com que se viva mais o medo e a ansiedade, especialmente quando depois enfrentam as pessoas cara-a-cara.

Se o seu filho, ou se um dos seus educandos, apresentar algumas das características supracitadas, não deixe de procurar ajuda especializada para tratar o problema. Lembre-se que falamos de uma doença, e não estamos a falar de uma fita, ou de mau feitio.

PorSara Paiva

Diferença entre ansiedade e depressão

A diferença entre ansiedade e depressão é tão ténue que é difícil distinguir quando sofremos de depressão ou ansiedade. A verdade é que elas podem até estar sobrepostas, ou seja, viver juntas. De facto, em muitos casos, as pessoas com depressão sofrem também de ansiedade.

Elas também podem ser consequência uma da outra. Tanto a depressão é causada por quadros de ansiedade crónica graves, como a ansiedade é causada por quadros depressivos.

Por essa razão é essencial que o disgnóstico seja feito por um profissional qualificado para que efectue o tratamento correcto e adequado à sua condição.

Para tal, é necessário saber exactamente a diferença entre ansiedade e depressão.

diferença entre ansiedade e depressão

Ansiedade

Esta doença manifesta-se com sintomas quer psicológicos quer físicos. As pessoas que sofrem de ansiedade têm uma constante e excessiva preocupação quanto a situações futuras. Por estar sempre a pensar naquilo que poderá acontecer no futuro, a pessoa que sofre de um quadro grave de ansiedade não vive o presente. Este é marcado por uma contínua inquietação face ao futuro.

Em casos em que a ansiedade se mostra intensa, sem nenhuma causa associada, e de forma prolongada, geralmente há uma tendência para o isolamento. Isto porque as pessoas se sentem em perigo iminente.

No entanto, vale lembrar que a ansiedade é um sentimento que todos nós temos, mas em níveis normais, não intensos. A ansiedade é o nosso corpo que fica em estado de alerta, e ele é activado sempre que sentimos perigo.

Este problema pode manifestar-se de diferentes formas, como ansiedade social, ataques de pânico, agorafobia, perturbações obsessivo-compulsivas, e stress pós-traumático.

depressão

Depressão

A depressão é um estado de tristeza muito profundo e prolongado no tempo. Podemos dizer que é uma tristeza crónica e incapacitante, até porque a depressão é um transtorno que afecta todas as áreas da vida provada e pública.

Existem várias causas para o desenvolvimento de um quadro depressivo. Entre elas está a pré-disposição genética / familiar, tipo de personalidade introvertida, ou acontecimentos traumáticos (luto, por exemplo).

Algumas características também se mostram mais propensas ao desenvolvimento da depressão:

  • Mulheres
  • Excesso de peso
  • Vítimas de violência
  • Baixa auto-estima
  • Vítimas de acontecimentos traumáticos

Como detectar ansiedade e depressão?

Tanto a ansiedade como a depressão se manifestam de várias formas, com sintomas psicológicos e físicos.

Alguns dos sintomas mais comuns da ansiedade são:

  • Irritabilidade
  • Sensação de pânico ou medo sem razão
  • Insónias
  • Falta de concentração
  • Palpitações
  • Tonturas
  • Boca seca
  • Dificuldade a respirar

Geralmente a depressão apresenta um maior número de sintomas psíquicos, e não tanto sintomas físicos, apesar de também os apresentar. Os mais comuns são:

  • Tristeza profunda e constante
  • Culpa
  • Perda de interesse em coisas que antes lhe davam prazer
  • Fadiga
  • Falta de esperança
  • Falhas de memória e raciocínio mais lento
  • Falta de concentração
  • Baixa auto-estima
  • Perda / Aumento de peso
  • Variações no sono (a mais ou a menos)

Vale lembrar que quer a ansiedade quer a depressão causam vários transtornos na vida de quem sofre com esses problemas. No caso de suspeitar que sofre de algum deles, não hesite em procurar um profissional qualificado.

PorSara Paiva

Depressão: Como ter a certeza que sofre deste transtorno?

Hoje em dia são várias as pessoas que sofrem de depressão. No entanto, muitas delas confundem-na com tristeza. De facto, saber a diferença entre as duas é difícil, até porque as pessoas com depressão sentem uma tristeza profunda.

A grande questão, aqui, prende-se com a natureza das duas. A tristeza é um sentimento, comum a todos os seres humanos. Não há ninguém que não a sinta. Já a depressão não! Enquanto a tristeza é um sentimento passageiro, a depressão é uma doença prolongada que, quando não tratada, poderá tornar-se crónica.

Uma pessoa que sofre de depressão tem o humor afectado, sentindo-se constantemente triste. Essa tristeza é profunda, desproporcional e persistente. Esse sentimento também não tem uma causa que a justifique, não em tão grave estado.

A regra a seguir é: se passar mais de 14 dias a sentir-se dessa forma, procure um profissional de saúde. Normalmente, quando o estado profundo de tristeza ultrapassa os 15 dias, é um grande indício de que sofre de depressão.

Como identificar se tem depressão

A depressão é caracterizada, principalmente, por um sentimento de tristeza demasiado profundo e continuado. Este não apresenta uma causa que justifique tais sintomas. As pessoas deprimidas não sabem porque se sentem dessa forma, mas sempre acham que tudo na vida está mau.

Outros sintomas para além desse sentimento podem aparecer, tais como falta de energia, baixa auto-estima, perda de interesse por coisas que antes lhes dava prazer fazer, sentimento de culpa, entre outros.

Há que ter especial atenção em casos de morte de entes próximos e queridos. Neste caso a tristeza pode ser prolongada, da mesma forma que a depressão. No entanto, vale ressaltar que neste caso existe, sim, um motivo que justifique o sentimento.

Pessoas que sofrem uma perda podem, apesar disso, apresentar um quadro de depressão posterior. Às vezes é difícil ultrapassar a perda. Nestes casos é necessário um acompanhamento de um profissional que o ajude a superar essa perda.

Diagnóstico

Para ter a certeza que sofre de depressão, deverá apresentar, pelo menos, 2 dos sintomas descritos abaixo.

  • Perda de interesse por coisas que lhe davam prazer anteriormente.
  • Humor deprimido, não comum, por mais de 2 semanas. Este humor deprimido, apesar de não ser constante, dura a maior parte do dia, e aparece todos os dias, sem motivos aparentes, ou que o justifiquem.
  • Cansaço, sensação de fadiga, ou falta de energia.

Além dos sintomas primários da depressão, descritos acima, poderão ser apresentados sintomas secundários, os quais também são comuns em pessoas com depressão. Entre eles destacam-se:

  • Sentimento de culpa
  • Baixa auto-estima, falta de confiança
  • Insónias ou sonolência em excesso
  • Falta de concentração
  • Indecisão
  • Agitação ou lentidão quando tem de fazer algo
  • Aumento / Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Falta de interesse sexual
  • Ansiedade
  • Irritabilidade

Note que só um psiquiatra poderá avaliar com exactidão um quadro depressivo, e só ele poderá diagnosticar com clareza o estado real em que se encontra. Além disso, só um profissional qualificado saberá identificar o nível de depressão em que está.

Esta pode ser leve, moderada, ou grave, dependendo dos sintomas que apresenta.

Regra geral, a depressão leve implica a apresentação de dois sintomas primários e 2 secundários. Já a moderada implica a apresentação de 2 sintomas primários e 3/4 secundários. Já a depressão grave implica a apresentação dos 3 sintomas primários e mais de 4 secundários.

Note, também, que só o psiquiatra poderá indicar qual o melhor tratamento para o seu caso em particular.

Não hesite em procurar um profissional capaz se sentir algum dos sintomas acima descritos.

PorSara Paiva

O meu filho está deprimido ou apenas está triste?

Apesar de muitos ainda não acreditarem nisso, a depressão infantil existe. Da mesma forma que os adultos têm os sues problemas, as crianças também os têm. Não é porque não têm problemas com dinheiro ou amor que elas não possam sentir os problemas de forma excessiva.

A verdade é que problemas de crianças, para elas, atinge as mesmas proporções que os problemas de adultos, para os adultos.

Qualquer problema gera sentimentos de ansiedade e tristeza, o que não quer dizer que se sofre de depressão. Afinal de contas, todos nós temos problemas, e nem todos estamos com depressão. O mesmo se passa com as crianças.

Não é porque uma criança tem problemas que significa que, automaticamente, entre numa depressão.

Diferença entre depressão e tristeza

O meu filho está deprimido ou apenas está triste

A tristeza é comum a todas as pessoas, e é saudável, e até necessário, sentirmos tristeza. A verdade é que se não soubermos o que é a tristeza, não conseguimos valorizar a alegria.

Já a depressão é um assunto bem mais delicado. Falamos de um transtorno afectivo, falamos de um desarranjo cerebral, com base bioquímica. Isto quer dizer que não se trata de uma pieguice, ou de uma coisa irrelevante. Estamos a falar de um problema real.

Depressão infantil

Apesar de não falarmos muito sobre o assunto, a depressão infantil existe. A grande dificuldade para os pais é que os sintomas não são os mesmos que se apresentam numa depressão em adultos.

As crianças ainda não sabem como comunicar e falar daquilo que sentem, especialmente quando estamos a falar de sentimentos como desesperança, angústia ou baixa auto-estima.

A dificuldade aumenta porque os próprios pais acreditam que determinadas atitudes das crianças são normais, e são próprias do desenvolvimento delas.

Sintomas de depressão infantil

Sintomas da depressão infantil

As crianças acabam por se retrair quando se sentem inseguras ou com medo. Acabam por não querer separar-se dos pais em momento algum, até porque são eles que o protegem.

Mas, apesar de ser uma atitude que deixa os pais felizes, é uma altura em que devemos começar a preocupar-nos. É preciso reconhecer se esta atitude é apenas momentânea ou se é algo mais duradouro.

Outro sintoma é quando a criança começa a ter muitos pesadelos durante a noite. Geralmente crianças com depressão acordam de noite por causa de pesadelos. Elas começam a demonstrar medo de ficarem sozinhas quando vão dormir.

Outros sintomas são também frequentes, como:

  • Diminuição da concentração
  • Diminuição da atenção
  • Sentimento de culpa
  • Sentimento de inferioridade
  • Sentimento de inutilidade
  • Pessimismo

Estes sintomas, para ser considerada uma depressão infantil, deverão prolongar-se por mais de um mês.

Se identificar alguns destes sintomas, ou se identificar uma mudança no seu filho muito brusca, é importante procurar um profissional especializado que o ajude a perceber o que se está a passar.

Um psicólogo poderá fazer o diagnóstico. Mas atenção. Este é um problema sério que requer que os pais fiquem próximos e atentos. As crianças devem sentir-se apoiadas e acompanhadas.

PorSara Paiva

Como prevenir a depressão pós-parto

O nascimento de um filho é um dos momentos mais importantes da nossa vida. No entanto, ao mesmo tempo que gera alegria e muita satisfação, invadem também sentimentos de insegurança e medo face à grande responsabilidade de termos dependentes de nós a vida de alguém. Por isso é tão comum a depressão pós-parto.

O medo e a angústia são maiores do que tudo, e por isso os nossos níveis de alegria baixam. Para que consiga aproveitar os melhores momentos da sua vida, é importante seguir algumas dicas para que passe longe deste tipo de depressão.

Dicas para prevenir a depressão pós-parto

dicas para prevenir a depressão pós-parto

Antes de mais nada é importante ficar atenta ao seu historial. Algum parente próximo já sofreu de depressão pós-parto? Se sim, duplique a sua atenção. O ideal é que procure um psicólogo para saber como evitar sofrer da mesma condição.

Ter consciência da pré-disposição permite que se consiga precaver da melhor forma.

Deve também investir na sua saúde. Ter uma alimentação saudável, equilibrada, é crucial. Invista em muitas fibras, águas, e alimentos naturais orgânicos. Estes alimentos ajudam o seu corpo a funcionar correctamente, e a sua mente também.

Tenha em conta, também, o exercício físico. Não só depois da gravidez, mas antes e durante também. A prática de exercício físico liberta endorfina, a hormona responsável pela sensação de bem-estar.

Uma das razoes pelas quais as mamãs têm depressão pós-parto é porque elas se sentem inseguras, e têm medo da responsabilidade. Por isso, de forma a prevenir a depressão pós-parto, deverá investir em cursos que a formem para cuidar de um bebé, e de como educar os seus filhos.

Quanto mais informação tiver, mais se sentirá pronta para enfrentar o desafio, e por isso vai manter afastada a depressão.

Manter os relacionamentos pertos é importante. O apoio dos familiares e amigos próximos é uma grande ajuda para combater a insegurança.

Mantenha os laços com o seu parceiro ainda mais próximos. Isso faz com que se sinta mais segura, mais apoiada e mais acolhida.

Outra das razões que leva à depressão pós-parto é o facto de viver tão inteiramente para o bebé que depois se esquece de si mesma.

É importante manter uma rotina que lhe permita ter um tempo para si mesma, para cuidar de si, para que se sinta mais do que ser mãe.

A última dica: Não se cobre em demasia. Existem demasiadas cobranças externas para que você se cobre ainda mais a si mesma. É cobranças acerca da boa educação do seu filho, de como voltar a ter o corpo que tinha antes da gravidez, ou de como manter um relacionamento saudável depois dos filhos.

A verdade é que todas esta cobranças só deixam as mães stressadas e ansiosas, e não é nada benéfico que elas se sintam assim.

Mamã, confie nos seus instintos! Não se cobre em demasia. Aproveite este momento bonito, conheça o seu filho, e conheça-se a si mesma, nesta fase tão bela que é a maternidade.

PorSara Paiva

Depressão

Frequentemente, no nosso dia-a-dia, ouvimos certas pessoas afirmando que estão deprimidas. Outras vezes, basta um amigo estar um pouco desanimado que de costume passa a ser visto como deprimido pelo seio em que frequenta.
Nota-se assim, que com a popularização dos termos clínicos, O termo depressão passou a ser associado como sinónimo de tristeza. No entanto, Tristeza e depressão são coisas diferentes. Sendo que, a tristeza costuma ser um dos sintomas da depressão, mas só ela não basta para o seu diagnóstico.

A depressão é o estado que se caracteriza pela perda profunda das emoções, na qual a pessoa deprimida experimenta a perda profunda da auto-estima, dos níveis de confiança, o que de certo modo dificulta que a recuperação da alegria e do prazer pela vida.

Ao contrário do que se pensa, depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade e, se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão.

Por outro lado, a tristeza é uma condição natural do homem, que ocorre em situações de perdas morais ou psicológicas (perda de um parente querido, lembranças de momentos difíceis, fim de relacionamentos).

Nestes casos, o individuo sofre muito e é pode de certo modo ocorrer um afastamento das actividades afectivas e sociais, porém não se verifica um isolamento completo daqueles que o cercam. Além disso, paulatinamente, o individuo retorna ao trabalho e a suas tarefas diárias, com certo esforço, diga-se, mas também com alívio de poder produzir, ocupar e trabalhar um pouco sua mente.

Causas?

Ta como acontece com todos outros transtornos psicológicos, não existe uma causa única para a depressão, podendo assim ser provocada pela interacção de diversas causas, sejam eles físicos ou psicológicos. Segundo a Neurologia, A depressão tem origem no funcionamento anormal de alguns destes neurotransmissores (escassez de dopamina e serotonina). No entanto, os Estresses emocionais podem a posterior surgir como um gatilho para o aparecimento da depressão.

Embora o transtorno depressivo possa surgir sem quaisquer factor emocional precipitante, estresses e perdas pessoais certamente aumentam o risco. Perdas de pessoas amadas são factores de risco importantes nos indivíduos mais jovens. Nos idosos com longos casamentos, a perda do esposo ou da esposa também costuma ser um evento desencadeador de depressão.

Isolamento social, excesso de críticas e cobranças por parte da família, dificuldade económica persistente, separação matrimonial ou baixa auto-estima também são factores comuns.

Sintomas

O transtorno depressivo é uma doença que pode se manifestar de diversas maneiras, no entanto podemos destacar alguns sinais frequentes como:

Tristeza na profunda na maior parte do dia, Desinteresse pelas actividades do dia-a-dia, Alterações significativas do apetite ou do peso, Insónia ou sono excessivo, Cansaço, Sentimentos de inutilidade ou culpa, Incapacidade de concentração e indecisão, Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Como lidar com a Depressão?

CONSTRUA RELAÇÕES DE APOIO, ligue para os amigos e membros de confiança da sua família. Compartilhe o que você está passando com as pessoas que você ama e confia.

CUIDE DE SI MESMO, alimentando-se direito, mesmo que não haja vontade as vezes, Fazendo coisas de que gosta ou que gostava de fazer, etc.

PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA REGULARMENTE, Caminhar, nadar, dançar, andar de bicicleta e yoga são boas escolhas.

Elimine os factores estressores tal como a sobrecarga de trabalho, relações conflituosas, abuso de substâncias, esforçando-se em demasia, ou problemas de saúde.

Se você sentir que a sua depressão está a piorar cada vez mais, procure ajuda profissional. Precisar de ajuda adicional no tratamento da depressão não significa que você é fraco ou que é pior que os outros, mas sim que é forte o suficiente para lutar pelo que acredita.

Por : Hermann Manuel

PorEG-Focus

O que fazer quando um relacionamento chega ao fim?

 

Quando um relacionamento chega ao fim, os sentimentos de desesperança, tristeza, e agonia apoderam-se de nós. Muitas vezes chegamos ao ponto de pensarmos que a vida não faz mais sentido, especialmente quando falamos de um relacionamento de muitos anos.

Depositamos muito de nós numa relação amorosa, e passamos a olhar a vida a dois, e não com o foco em nós mesmos. E esse é um dos motivos que nos leva a que, quando um relacionamento chega ao fim, achemos que nada mais vale a pena.

No entanto, a vida continua. Existe mais vida para além daquela que vivemos a dois.

 

Porque um relacionamento acaba?

Viver um relacionamento amoroso não é fácil e exige muito de ambas as partes. Personalidades distintas fazem com que as discussões aumentem, especialmente depois da fase da paixão, quando vemos apenas as qualidades de quem amamos.

A rotina desgasta uma relação, e com o tempo, as discussões vão crescendo, e aumentando de intensidade, deixando marcas que dificilmente se apagarão.

Não quer dizer que já não se ame a pessoa, mas começamos a pensar que seríamos mais felizes sem aquela pessoa, sem as pressões do relacionamento, e sem as discussões constantes.

Por vezes essa é a conclusão a que chegam os dois, e quando assim é, torna-se mais fácil de ultrapassar o término de uma relação. Mas quando um relacionamento chega ao fim, e esse fim é ditado apenas por um, é muito mais difícil lidar com a situação.

 

Como reagir quando um relacionamento chega ao fim?

Independentemente de ter sido decisão dos dois, ou de um apenas, o simples facto de estarmos a quebrar um ciclo da nossa vida não é fácil. É preciso reaprender a viver sozinho, e essa aprendizagem é um caminho que nos traz muita angústia.

É toda uma vida que passamos a viver sozinhos, sem a companhia da outra pessoa, sem o apoio da outra pessoa… De repente percebemos que já não fazíamos nada sozinhos há muito tempo, e por momentos parece-nos impossível viver assim.

Estes são sentimentos muito comuns quando um relacionamento chega ao fim. Mas, antes de qualquer coisa, deixe-me dizer-lhe que esse sentimento é passageiro. O segredo está em saber lidar com a situação da melhor forma.

 

PERMITA-SE SENTIR

Um dos erros mais comuns das pessoas é agir como se a situação não tivesse acontecido. Ignoram o sofrimento do término da relação, e agem como se fosse a melhor coisa que lhes tivesse acontecido. Mas nós sabemos que ninguém sente, realmente, desta forma (salvo raríssimas excepções).

Dessa forma, pode, e deve, sofrer. Numa primeira fase, chore, relembre, e permita-se sofrer. Esse é um processo saudável para superar o término da relação.

 

AME-SE

Com o tempo, a dor do fim da relação vai passando, e é crucial que comece a olhar para si de outra forma. É importante que se re-descubra a si mesmo. Procure quem você realmente é, sozinho, sem a outra pessoa.

Descubra actividades que lhe dão prazer, como sair com os amigos, ir àquela exposição que tanto gosta, ou assistir a um espectáculo que há muito gostava de ter ido.

 

VIRE A PÁGINA

Quando você termina uma relação, um novo mundo se abre para si mesmo. É uma nova oportunidade que a vida lhe dá de ser feliz. Não tenha medo de virar a página, dar-se a conhecer a novas pessoas, e a novos amores também.

 

Quando um relacionamento chega ao fim, estamos a dar-nos a oportunidade de encontrar a pessoa certa para nós. Não tenha medo, e siga em frente!