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Abuso Sexual – Por: Gelson Daniel

Abuso Sexual

Abuso sexual o que?

Ao certo que enumeras vezes já se questionou, sobre a questão aqui colocada, e foi mais afundo dela se perguntando o porque isso acontece? então estamos aqui para lhe ajudar a entender alguns aspectos sobre o tema.

A.B – Trata-se de uma situação em que uma criança ou adolescente é invadido em sua sexualidade e usado para gratificação sexual de um adulto ou mesmo de um adolescente mais velho. Pode incluir desde carícias, manipulação dos genitais, mama ou ânus, voyeurismo, exibicionismo ou até o ato sexual com ou sem penetração. Muitas vezes o agressor pode ser um membro da própria família ou pessoa com quem a criança convive, ou ainda alguém que frequenta o círculo familiar. O abuso sexual deturpa as relações socioafetivas e culturais entre adultos e crianças ou adolescentes ao transformá-las em relações genitalizadas, erotizadas, comerciais, violentas e criminosas.

O abuso sexual abrange vários tipos de agressões sexuais, como aliciamento e exploração sexual, assédio sexual e estupro.

O termo abuso sexual é utilizado de forma ampla para categorizar atos de violação sexual em que não há consentimento da outra parte. Fazem parte desse tipo de violência qualquer prática com teor sexual que seja forçada, como a tentativa de estupro, carícias indesejadas e sexo oral forçado.

Em Angola, a Lei vigente, o Código Penal protegem as vítimas nos casos dos chamados “crimes contra a dignidade sexual”. Apesar da existência da legislação e dos órgãos protetores, parte das vítimas de abusos sexuais apresenta resistência em denunciar os agressores. Entre os motivos da omissão da violência, estão medo (de ser julgada pela sociedade; de sofrer represália quando o agressor é uma figura de poder ou considerada pessoa de confiança), vergonha, burocracia das investigações e sensação de impunidade no julgamento dos culpados.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a maior parte das vítimas de estupro é constituída de crianças e adolescentes, em torno de 70% dos casos denunciados. Os agressores mais recorrentes são membros da própria família ou pessoas do convívio da vítima.

O que é o estupro?

O estupro é o tipo mais grave de abuso sexual. Segundo a legislação angolana, o estupro vai além da penetração (conjunção carnal), de forma constrangedora e sem consentimento. Sexo oral, masturbação, toques íntimos e introdução forçada de objetos, por exemplo, também se enquadram nessa categoria de violência ou abuso sexual.

O estupro é caracterizado pelo uso de violência física ou psicológica, no qual o agressor ameaça a vítima para satisfazer o seu prazer.

Estupro x estupro de vulnerável

Acreditamos podemos dividir o crime de estupro entre menores e maiores de 14 anos:

Estupro de vulnerável – quando a vítima tem menos de 14 anos. Mesmo que haja consentimento no ato sexual ou demais atividades (como carícias), a lei julga o caso como estupro de vulnerável. O mesmo julgamento vale para pessoas com incapacidade de se defender, como é o caso de vítimas com deficiência mental ou física ou alguém que esteja sob efeito de droga.

O Código Penal Angolano vigente prevé no capítulo 4º, secção 1 sobre os crimes contra a honestidade, no seu artigo 394, punições que variam entre 2 à 8 anos para os crimes de estupro e de 8 à 12 anos para os crimes de violação de menores.

A pena para o estupro de vulnerável vai de oito a 12 anos de prisão. Há agravamento na pena se houver lesão corporal grave (10 a 20 anos de reclusão) ou se resultar em morte da vítima (12 a 24 anos).

Estupro – quando a vítima tem mais de 14 anos. Como citado anteriormente, são os casos em que há constrangimento da vítima e uso de força física ou violência psicológica para conseguir qualquer vantagem sexual.

A lei prevê pena de Oito a 12 anos de prisão para quem pratica o estupro. Quando a vítima é menor de 18 anos, a punição pode ser de oito a 12 anos de reclusão. Se houver morte, a pena aplicada é de 12 a 24 anos no regime fechado.

Estupro marital

Pouco discutido quando comparado aos outros tipos de estupro, o estupro marital é mais comum do que se imagina. Esse tipo de abuso sexual trata-se de quando o marido ou cônjuge obriga a esposa a fazer sexo com ele, usando de violência física e psicológica para conseguir o que quer.

Como a atividade sexual é presente nos relacionamentos, muitas culturas não enxergam o estupro marital como violência conjugal ou sexual, já que acreditam que é obrigação da mulher manter relações sexuais com o marido. Dos 193 países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 52 consideram o sexo forçado no casamento como crime.

Não pare agora, a informação a baixo é interessante…
Aliciamento e exploração sexual

O aliciamento é quando uma pessoa utiliza sua posição social para praticar abusos, ganhando a confiança até da própria vítima. Quando o aliciamento tem como objetivo o ganho financeiro do agressor, mesmo que ele não se relacione sexualmente com a vítima, há o crime de exploração sexual.

Facilitar a prostituição, exigir favores sexuais das vítimas para sua própria sobrevivência ou, como ainda ocorre em várias regiões do país, abusar sexualmente de crianças e adolescentes em troca de benefícios financeiros para a família da pessoa agredida (mesmo com o consentimento dos pais) são práticas de exploração sexual.

O aliciamento e a exploração sexual geralmente formam um círculo vicioso na vida da vítima, já que o agressor começa a colocar condições para o término dos abusos, dificultando as denúncias e o abandono das práticas sexuais.

psicologia e abuso sexual

abuso sexual em Angola

Assédio sexual x abuso sexual

O assédio sexual é um dos tipos de abuso sexual. Nesse caso, não precisa haver contato físico para que haja a agressão. Palavras constrangedoras, tentativa de toques e avanços sem permissão da outra pessoa, constrangimento com brincadeiras de teor sexual, observações sobre partes do corpo da vítima, pressão psicológica em troca de favores fazem parte das atitudes de quem assedia uma pessoa.

Vale lembrar que o constrangimento é algo presente nos abusos de todos os tipos. Muitos chefes intimidam suas funcionárias com aproximações forçadas, convites para encontros sexuais ou oferta de benefícios em troca de sexo (ou sexo oral e masturbação).

O assédio sexual é recorrente em casos nos quais o agressor tem um cargo superior às vítimas. A cultura machista da sociedade perpetua a figura da “troca de favores” como algo normal, dificultando as denúncias das pessoas assediadas.

Importunação sexual

A nomenclatura do crime de importunação sexual é recente em Angola. A prática consiste em qualquer ato que cause prazer sexual ao agressor e resulte no constrangimento da vítima, como os casos de homens que ejaculam em mulheres no transporte público.

Antes de ser chamado de importunação sexual, o crime era configurado como contravenção penal e resultava apenas em multa para o agressor. Com a nova tipificação, a pena pode ir de um ano a cinco anos de prisão.

Importância de denunciar

Somente uma parcela dos casos de abuso sexual, incluindo os assédios, chega ao conhecimento dos órgãos responsáveis por investigar os crimes sexuais. A conscientização sobre a necessidade de denunciar esses casos é fundamental para que mais agressores sejam punidos.

É importante lembrar que a culpa não é da vítima, independentemente do cenário em que ocorra a agressão sexual. Culpar a pessoa que foi assediada em seu trabalho ou estuprada por alguém só aumenta o sofrimento e não ajuda na diminuição dos crimes contra a dignidade.

O Instituto Nacional da Criança (INAC) lançou, o serviço grátis de denúncia, cujo número é 15015, para permitir que os menores façam queixa em caso de violação dos seus direitos.

é um canal para denúncias de diferentes violações dos Direitos Humanos, entre elas os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados recolhidos são encaminhados aos órgãos competentes e investigados. A ligação é gratuita, e a denúncia pode ser feita anonimamente.

Por: Gelson Daniel

PorGelson Daniel

QI é relevante para alcançar o sucesso? Por: Pisc. Catarina Marisa dos Santos

QI é relevante para alcançar o sucesso?

Por: Psic. Catarina Marisa dos Santos

 

Uma breve abordagem sobre ter um QI Alto nos leva a descobrir que não é tão relevante para alcançar o sucesso profissional, sucesso nos negócios,e nos relacionamentos interpessoais.

Mas para sustentar essa afirmação é preciso abordar sobre os outros QS. E começo por falar sobre o tão desejado por muitos, o QI.

 

Quetal apresentarmos um pouco da historia do QI?  – Em 1912, Wilhelm Stern (1871-1938), propôs o termo “QI” (quociente de inteligência) para representar o nível mental, e introduziu os termos “idade mental” e “idade cronológica“. Stern propôs que o QI de pessoas com menos de 16 anos fosse determinado pela divisão da idade mental pela idade cronológica. Assim uma criança com idade cronológica de 10 anos e nível mental de 8 anos teria QI 0,8, porque 8 / 10 = 0,8. Se a pessoa tivesse mais de 16 anos, a curva de desenvolvimento intelectual em função da idade estaria quase no seu limite superior, e a fórmula deixa de fazer sentido.

Em 1916, Lewis Terman (1877-1956), propôs multiplicar o QI por 100, a fim de eliminar a parte decimal: QI = 100 x IM / IC, em que IM = idade mental e IC = idade cronológica. Com esta fórmula, a criança do exemplo acima teria QI 80.

A classificação proposta por Lewis Terman era a seguinte:

  • 121-130 Superdotação
  • 110- 120: Inteligência acima da média
  • 90-109: Inteligência normal (ou média)
  • 80-89: Embotamento
  • 70-79: Limítrofe
  • 50-69: Raciocínio Lento
  • 20-49: Raciocínio muito abaixo da média

Sendo assim, a fórmula exata do QI era:

Para determinar o Quociente de inteligência de uma pessoa Terman desenvolveu um teste que contém perguntas que iam desde problemas matemáticos até itens vocabulares, o qual pretendia apreender a “inteligência geral” (ver: inteligências múltiplas), uma habilidade mental inata que ele considerava tão mensurável quanto a altura ou o peso. Essa constante fundamental, que Terman chamava de um “dote original”, não seria alterada pela educação, pelo ambiente familiar ou pelo trabalho árduo.

O QI , que é o quociente de inteligência, é a medida da capacidade de compreensão para resolver problemas de matemática, para memorizar coisas,e recordar assuntos…ou seja, é a capacidade cognitiva. Segundo Daniel Goleman ele representa 10 a 20% da condição para o caminho rumo ao sucesso.

QI é nossa capacidade de apreensão, potencial cognitivo. Sempre foi considerado chiquérrimo ter um bom QI, ou ainda, um elevado QI. Foi uma busca interminável por pessoas que apresentassem um índice invejável de QI.

Mas….

Já é óbvio faz muito tempo, que ter um bom índice de QI, não significa atingir bom resultado com o que foi apreendido, ou seja, só através do conhecimento.

Portanto, a Inteligência Emocional (QE), passou a ter uma significativa importância, pois as Emoções estão a “serviço” e precisam ser efetivamente úteis, deixando de subjugar o Ego e arrebatá-lo à própria sorte, quando por breves instantes nenhum conhecimento consegue ser funcional. Assim conhecer o funcionamento pessoal a partir das próprias emoções e discernir como elas surgem e se propagam, é desenvolver uma capacidade de “administrá-las” com eficiência e então, expandir o desempenho e consequentemente os Resultados.

O QE, é o quociente emocional. É a medição da capacidade de estabelecer a paz com as pessoas respeitando os limites,ser genuíno , ser responsável, humilde, ser honesto, atencioso. O QE representa 70 a 80% da condição para ser bem sucedido na vida.

Mas….

Eu Marisa  que passei anos de minha Vida Profissional dedicada a unir QI + QE, com objetivo de Alta Performance, em tempos de valorização mais exclusiva do conhecimento, dissuadir corporações a assimilar ideia de investimento em Inteligência Emocional.

Aí vem outro desafio o QA (Coeficiente de Adversidade), simmm, mais qualidades que são úteis para o Ápice Profissional. Capacidade de resiliência, de lidar com oscilações de mercado, com as impermanências, com mudanças (que foram tornando-se cada vez mais contínuas e muito rápidas).

O que é o QA: Quociente de Adversidade , que é a medida da capacidade de passar por um período difícil na vida,e sair sem perder a cabeça.
O QA determina quem irá desistir diante dos problemas, abandonar a família, entregar-se ao vício do álcool, droga,ou até mesmo considerar o suicídio.

Assim lá fomos nós profissionais de Desenvolvimento Humano, atrás de Unir QI+QE+QA.

Mas…

A Psicologia clássica não era mais suficiente, para Conhecer e Desenvolver a Natureza Humana, para expandir sua Eficiência e Eficácia na Vida. Sim, porque já estava evidente que não era suficiente pensar num profissional apartado do Ser Humano, que a fala (palavras)  de deixar os problemas pessoais em casa, enquanto vai pro Trabalho e vive e versa, é pura Fofoca (como se diz na egfocus), o ser Humano é um recipiente onde tudo está ligado intrinsecamente, uma rede interna que depende de um equilíbrio.

Aí veio, finalmente o QS, quociente social: É a medida da capacidade de criar uma rede de amigos e manter por um longo período.

QS é ainda entendido como o (Coeficiente da Espiritualidade), trazendo uma nova Consciência para o Equilíbrio Humano, ligado à atitudes, valores, postura diante a Vida. A partir de Si Mesmo, em direção ao Outro, uma vez que o ser humano é um ser social e sociavel…

Claro que não se trata de religiosidade (que é uma escolha pessoal), mas de um conceito expandido sobre as Relações Humanas.

Digamos que o QE representa o nosso caráter,e o QS representa o nosso carisma, e as pessoas com maior QE e QS tendem a ir mais longe na vida do que aquelas que têm maior QI ,mas QE e QS baixos.

Ser inteligente não é a mola propulsora para se alcançar o sucesso, pois pessoas com QE podem superar pessoas com QI Alto, já que o QE, quociente emocional permite identificar, entender, utilizar,e administrar as nossas emoções,e pessoas com esse tipo de habilidades tendem a ter mais empatia, criar relacionamentos significativos , lidar com situações difíceis, lidar com situações de liderança. Ela nos leva a auto consciência, capacidade de se colocar no lugar do outro,entender visão dos outros, desenvolver a capacidade empreendedora. Todo trabalho envolve lidar com as emoções,e treinar elas , mesmo que envolvam questões de genética,ou experiências passadas , você consegue lidar com as situações.

Caro leitor,
Nas escolas capitalizam a melhoria do nível de QI, enquanto o QE ,e QS são reduzidos. É importante realizarmos que devemos ensinar as crianças a serem QI,mas também a serem QE,QS,e QA , projectando deste modo a prevenção de transtornos mentais, que são o cenário do panorama actual onde visualizamos mentes brilhantes,mas com quadros de transtornos diversos como: Depressão, Ansiedade,T. Pânico, Fobia social e mais …

É importante que os pais exponham as crianças a outras áreas da vida além da acadêmica, estimulem a criatividade das crianças. Elas devem ser seres humanos multifacetados, capazes de fazerem coisas independentes dos pais. Permita-lhes fazerem escolhas, ainda que errarem, permita que lidem com seus fracassos e familiarizarem-se com o insucesso.

Dessa forma estará a desenvolver o seu QA , e preparando-se para o caminho da vida com capacidade de resiliência impregnada.

Retenha essa reflexão: A expectativa em torno do QI como garantia de sucesso profissional e é ilusória. Trabalhar arduamente em nossas emoções nos permite não limitar-se diante das adversidades.
Recomendo o desenvolvimento do QE, QS, e QA não limitando a criança a cingir pelo QI. Mente sã, habilidades maximizadas,e sucesso eminente.

Mas….

Ainda dentro deste “Assunto do gato” (como costumo brincar), (aliás já nem sei de onde vem esse jargão), ainda temos a Física Quântica, trazendo novos e avançados conceitos sobre Possibilidades, noves fora, volta pro QI (apreender novos conceitos), lidar com essa “tensão” QE, absorvendo mais mudanças QA e integrar este novo Universo de Percepções QS.

Como não conheço se já inventaram um Coeficiente para isso, vou apelidar de QQ (Coeficiente Quântico ou Inteligência Quântica).

Eu sou a Psicóloga Catarina Marisa dos Santos