Transtorno Obsessivo-Compulsivo

PorSara Paiva

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Um dos transtornos mentais mais comuns nos dias de hoje é o Transtorno Obsessivo-compulsivo, também designado por TOC. Este transtorno manifesta-se de duas formas. Uma através de obsessões, outra através de compulsões.

Quando falamos em obsessões estamos a falar de ideias e imagens que aparecem na mente sem que essa seja a sua vontade de forma repetida.

As pessoas que sofrem dessas ideias obsessivas sabem que essas mesmas ideias são suas, mas estas não têm sentido e não conseguem evitá-las.

Geralmente são ideias que estão associadas a sexo, religião, agressão, dúvidas, contaminação.

Quando falamos em compulsões falamos de rituais e actos que as pessoas são “obrigadas” a fazer de forma repetitiva para aliviarem essas mesmas obsessões.

Sempre que uma pessoa que sofre de TOC não faz esse acto fica demasiado nervosa e ansiosa. A pessoa sabe que esses actos não têm sentido algum, mas eles repetem-nos várias vezes.

Várias pessoas apresentam compulsões de lavar as mãos, perguntar uma coisa várias vezes, ver se a porta ficou bem fechada.

As obsessões e compulsões prejudicam muito a rotina diária das pessoas que sofrem de TOC, ocupando uma grande parte do seu tempo.

É comum que eles tentem disfarçar os seus actos, exactamente porque eles reconhecem que não fazem sentido. Por terem vergonha dos seus actos, muitas vezes não pedem ajuda e tentam esconder ao máximo o seu problema.

Quando aparece o Transtorno Obsessivo-Compulsivo?

Geralmente este transtorno começa no final da adolescência. Cerca de 2% das pessoas sofre de TOC, e a grande parte toma consciência desse transtorno em torno dos 20 anos de idade.

Apesar da grande parte se manifestar no fim da adolescência, a doença também se pode manifestar nas crianças.

A doença apresenta quadros de piora e melhora, não sendo constante ou evolutiva.

É comum também as pessoas portadoras de TOC terem outros transtornos, como depressão, fobia social, alcoolismo ou transtorno de pânico.

A tricotilomania (necessidade de arrancar os cabelos e pelos do corpo), a síndrome de Tourette, e o distúrbio dimórfico do corpo (ideia de que tem um defeito no corpo) estão muito associados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Tratamento

Geralmente o tratamento não implica uma cura da doença, apesar de haver casos em que a cura foi conseguida. No entanto, com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.

Este tratamento implica psicoterapia e medicamentos antidepressivos. Normalmente é aconselhada a terapia comportamental. Aqui o paciente aprende a controlar os rituais compulsivos e as ideias obsessivas.

Sobre o autor

Sara Paiva editor

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